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Afinal não são só desenhos …

Mesmo nestes tempos em que as técnicas de impressão estão muito evoluídas e afinadas, há múltiplas razões para se fazerem (e desfrutarem)  exposições de originais de BD.

Muitas vezes só perante os originais é que nos apercebemos da minúcia e mestria do desenhador. Normalmente quando podemos ver as grandes pranchas que nos livros , as mais das vezes, vemos num formato reduzido.

O caso dos minuciosos e bonitos desenhos do Hugo Maciel (aqui na imagem com a evocação de Paris Texas e a figuração de Nastassja Kinsky, Hunter Carson e Harry Dean Stanton) é um exemplo perfeito, até porque o público vai seguramente ser surpreendido, não só com a minúcia como com o tamanho…

Não se iludam com o título – São só desenhos – e apareçam amanhã a partir das 16h00 na GALERIA DE BD E ILUSTRAÇÃO MUNDO FANTASMA para ver os originais de Alphabrut (editado recentemente pelo nosso parceiro Gorila Sentado) ou a homenagem ao filme Paris – Texas editado há uns anos pela Ao Norte (e de outras obras do autor).

São só Desenhos 

exposição de originais de Banda Desenhada de Hugo Maciel

a partir de 4 de Abril 

GALERIA DE ILUSTRAÇÃO E BD MUNDO FANTASMA

inauguração 16h00 com a presença do autor 

 

O Sétimo Selo em Banda Desenhada

O terceiro livro da colecção de banda desenhada “O Filme da Minha Vida”, foi apresentado no passado dia 27, em Viana do Castelo. Intitulado ”O Sétimo Selo” e inspirado pelo filme homónimo de Ingmar Bergman, de 1972, é da autoria de Jorge Nesbitt, que esteve presente para falar da obra e inaugurar uma exposição dos seus originais, que estará patente até 30 de Abril no Espaço Ao Norte, naquela cidade.
Nesbitt, artista plástico e ilustrador, com formação de Artes Plásticas pelo Ar.Co, Centro de Arte e Comunicação Visual, onde é também professor, inspirou-se na célebre cena do jogo de xadrez entre a Morte e Block, o cruzado cansado, mantendo a disputa “mas sem peças ou tabuleiro, sem acção, apenas diálogo”, escreve na introdução da obra o crítico e especialista de BD João Paulo Cotrim.
Lançada em Maio do ano passado, esta colecção, dirigida pelo artista plástico Tiago Manuel, com design gráfico de Luís Mendonça, é uma iniciativa da associação Ao Norte – Audiovisuais que desafiou dez desenhadores portugueses a inspirarem-se num filme que os tenha marcado para criarem uma obra autónoma em 32 páginas de BD, em formato A5, a preto e branco, criando assim mais laços entre duas artes já com tanto em comum. Os dois primeiros volumes foram “O Percutor Harmónico” (inspirado em “Aconteceu no Oeste, de Sérgio Leone), e “Epifanias do Inimigo Invisível” (O Deserto dos Tártaros, de Valério Zurlini), assinados respectivamente por André Lemos e Daniel Lima. No próximo volume, João Fazenda revisitará “Vertigo”, de Alfred Hitchcock.


Escrito Por

F. Cleto e Pina

Publicação

Jornal de Notícias

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Colecção de BD inspirada no cinema

André Lemos assina “O Percutor Harmónico”, que teve por base o filme “Aconteceu no Oeste”, de Sergio Leone; Obra apresentada nos VIII Encontros de Viana – Cinema e Vídeo a decorrer até domingo; Exposição com os originais do livro inaugurada hoje; Estão previstos mais nove álbuns de autores portugueses

“O Percutor Harmónico”, de André Lemos, inaugura a colecção de BD “O filme da minha vida” que, ao contrário de muitos dos últimos blockbusters, parte de um filme para a obra em quadradinhos. André Lemos, que nasceu em 1971, em Lisboa, inspirou-se em “Aconteceu no oeste” (C’era una Volta, Il West, 1968, Itália), de Sergio Leone, protagonizado por Henry Fonda, Claudia Cardinale ou Charles Bronson, e que será exibido em 35 mm, às 14 h, no teatro Sá de Miranda, antes da apresentação do livro. Seguir-se-á, às 17h, a inauguração da exposição de originais da obra, patente no Espaço Ao-Norte, na Praça D. Maria II, em Viana do Castelo.
A colecção “O filme da minha vida”, é coordenada pelo artista plástico Tiago Manuel, tendo design gráfico de Luís Mendonça, e prevê a edição de dez volumes de 32 páginas, a preto e branco, todos de autores portugueses, introduzidos por um texto crítico de João Paulo Cotrim. Estão confirmados já álbuns de Jorge Nesbitt (a partir de “O Sétimo Selo”, de Ingmar Bergman), Daniel Lima (“O Deserto dos Tártaros”, de Valério Zurlini) e João Fazenda (“Vertigo”, de Alfred Hitchcock).
Este é um projecto da Ao Norte – Audiovisuais, apresentado nos VIII Encontros de Viana do Castelo – Cinema e Vídeo, a decorrer desde o passado dia 5 e que têm em agenda hoje e amanhã as sessões competitivas do Prémio PrimeirOlhar. Instituído em 2005 e aberto a documentários realizados por estudantes de cinema, audiovisuais ou comunicação, de Portugal ou da Galiza, conhecerá os vencedores deste ano no próximo domingo, às 17h15, pouco antes da projecção de “Moi, un Noir”, de Jean Rouch, que encerra a secção Olhares Frontais.
Hoje e amanhã, a dupla de djing Eduardo Sardinha e Scotch, apresenta “24′ som set”, sobre música no cinema, e sábado será também a vez dos vianenses Madame Godard, que apresentarão o seu novo álbum de originais.


Escrito Por

F. Cleto e Pina

Publicação

Jornal de Notícias

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