Categoria: Recortes

Filipe Andrade desenha Homem de Ferro

Acabado de lançar nos Estados Unidos, durante a corrente semana vai chegar às lojas nacionais especializadas em importação de BD norte-americana “Iron Man – Titanium #1”, que conta entre os seus desenhadores o português Filipe Andrade.
É um conjunto de quatro histórias, uma das quais corresponde ao primeiro trabalho de Andrade para a Marvel e logo com uma das personagens mais emblemáticas e em voga da editora.
“Tudo aconteceu”, conta o desenhador , “há cerca de um ano, depois do C. B. Cebulski”, um caça-talentos da Marvel, “ter estado em Portugal e ter visto o meu portfólio. Duas semanas depois recebia um e-mail propondo-me este primeiro trabalho na Marvel”.
Por isso, desenhar uma personagem da dimensão do Homem de Ferro foi uma “enorme responsabilidade pois o primeiro trabalho é sempre importante para chamar a atenção”.
E tão bem funcionou esta estreia que, depois dela, Filipe Andrade já desenhou “nova BD do Homem de Ferro, outra com os Vingadores, um one-shot da X-23”, editada em Maio, como o JN na altura noticiou, e “uma mini-história do Homem-Formiga que sairá este mês”. Para além disso, está “a finalizar um conjunto de 7 historias curtas de Nomad”, em publicação na revista “Captain America”, que possivelmente serão depois compiladas em livro.
Mas a grande novidade, que a Marvel acaba de revelar, é que durante a New York Comic Con que teve lugar no início do mês, Filipe Andrade foi escolhido para desenhar os 5 números da mini-série “Onslaught Unleashed”, que começará a sair em Fevereiro de 2011. Escrita por Sean McKeever, reunirá o capitão América e alguns dos X-Men, marcará o regresso do vilão Massacre e terá capas de dois nomes grandes dos comics de super-heróis: Humberto Ramos e Rob Liefeld.


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F. Cleto e Pina

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Amadora BD distingue Rui Lacas

Em cerimónia realizada ontem nos Recreios da Amadora, foram revelados os vencedores dos Prémios Nacionais de BD, atribuídos pelo Amadora BD, após uma votação feita por profissionais ligados à 9ª arte.
“Asteroid Fighters #1 – O Início” (ASA), de Rui Lacas, um registo de acção futurista, que apresenta a Terra sob ameaça de destruição por uma chuva de asteróides, foi considerado o Melhor Álbum Português. A distinção para Melhor Argumento coube a Filipe Melo por “As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e PizzaBoy” (Tinta da China) e, no que respeita a Melhor Desenho, o contemplado foi Filipe Andrade por “BRK #1” (ASA). “O Homem que ia contra as Portas” (Everest Editora), valeu a Richard Câmara o troféu para Melhor Ilustração para Livro Infantil e, ainda em termos de autores nacionais, “Célibataires” (Joker Editions), de Nélson Martins, foi a única obra a concurso para Melhor Álbum de Autor Português em Língua Estrangeira.
“Paixão e outros usos para Hormonas em excesso” (Gradiva), uma compilação de Zits, que o Jornal de Notícias publica diariamente, foi considerado o Melhor Álbum de Tiras Humorísticas, e “Os Passageiros do Vento – A Menina de Bois-Caiman – Livro 1” (ASA), de François Bourgeon o Melhor Álbum de Autor Estrangeiro. O Prémio Clássicos da 9ª Arte foi para “Corto Maltese: Mü, A Cidade Perdida” (ASA), de Hugo Pratt, e o número dos “Cadernos Moura BD” dedicado a Fernando Bento foi distinguido como melhor fanzine.Finalmente, o troféu de Honra foi entregue a António Gomes de Almeida, argumentista, entre outras obras, da “História Alegre de Portugal”, desenhada por Artur Correia.
O Amadora BD 2010, que decorre no Fórum Luís de Camões, na Brandoa, até ao próximo dia 6 de Novembro, conta este domingo com a presença do norte-americano Sean Gordon Murphy bem como de alguns dos autores nacionais premiados.


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F. Cleto e Pina

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‘Palabéns’ Cebolinha!

Foi há 50 anos já, que chegou à Rua do Limoeiro um certo Cebolinha, baixinho, com apenas cinco fios de cabelo e já com a característica dificuldade em pronunciar os “rr”. Nessa primeira aparição, ainda nas tiras protagonizadas por Bidú (o cãozinho azul nascido em Julho de 1959), saía de uma casota de cão onde se escondera e revelava a tendência para ferver em pouca água que o acompanharia ao longo dos anos. Mais tarde, descobrir-se-ia que a sua camisa era verde, os calções negros e os sapatos castanhos, e viria a afirmar-se como uma das mais populares criações dos quadradinhos brasileiros, com direito a revista própria a partir de 1973 e participação em inúmeros filmes, desenhos animados, peças de teatro e artigos de merchandising.
Adepto do Palmeiras, revelaria o desejo de ser o “dono da rua” (ou da “lua”, como ele dizia), pelo menos até uma certa Mônica, que nasceu três anos depois, assumir o protagonismo que faria com que o seu nome fosse dado por Maurício de Sousa à turma que foi desenvolvendo com ternura e humor, baseado nos filhos e naqueles que o rodeavam. Como aconteceu com Cebolinha, alter-ego de um menino que o desenhador conheceu na infância em Mogi das Cruzes.
Ultrapassado pela “baixinha dentuça”, depois desse dia Cebolinha passou a ocupar o tempo a inventar planos infalíveis, iguais no objectivo – derrotar a Mônica – e no resultado – acabar derrotado, quase sempre depois de levar com Sansão, o coelho de peluche dela.
Pelo menos, até o dia em que cresceu – corria já o mês de Agosto de 2008 – tornando-se jovem como a restante turma, numa existência paralela, pois o Cebolinha “pequeno” continua a divertir os seus leitores. Deixou o colorido – na prática voltou ao preto e branco original – e, agora em estilo manga, chama-se apenas Cebola, só troca “rr” por “ll” quando está nervoso e passou a ter como objectivo conquistar o coração da antiga “inimiga”. Com ela, como reflexo de uma nova geração que Maurício quer conquistar, vive aventuras do dia-a-dia (e também outras mais fantásticas) e até já trocou alguns beijos.
E, se um dia o desenhador, já com 75 anos, decidir criar a Turma da Mônica Idosa, Cebolinha pouco mudará; terá apenas que voltar à infância, quase careca e muito rezingão!


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F. Cleto e Pina

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Biografia de Joaquim Agostinho em BD

Abre hoje ao público, na Biblioteca Municipal de Viseu, uma exposição retrospectiva da obra de Fernando Bento, cujo centenário do nascimento se comemora no próximo dia 26. Composta por reproduções de algumas das suas obras mais significativas, ficará patente até 6 de Novembro.
Às 15 horas será lançado o livro “Um campeão chamado Joaquim Agostinho”, que compila pela primeira vez a biografia aos quadradinhos do ciclista português, publicada originalmente em Agosto de 1973, no “Jornal da Volta”, suplemento de “A Capital”. A obra traça o perfil do campeão luso, desde a sua infância até à vitória na volta de 73, que posteriormente lhe seria retirada por doping.
Nome maior da banda desenhada portuguesa, Fernando Bento destacou-se na adaptação aos quadradinhos de episódios da História de Portugal e de clássicos da literatura, publicados maioritariamente nas revistas “Diabrete” e “Cavaleiro Andante”, foram dados no jornal “Os Sports”, onde publicou caricaturas de ciclistas e ilustrações de temática desportiva.


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F. Cleto e Pina

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Autores portugueses em destaque no Amadora BD 2010

Abre hoje as suas portas o 21ª edição do Amadora BD – Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, que se prolonga até ao dia 7 de Novembro. São 17 dias, dezenas de autores e centenas de pranchas que mais uma vez trazem a festa dos quadradinhos ao Fórum Luís de Camões, na Brandoa, núcleo central do evento, e a diversos espaços da cidade.
A edição deste ano dá um grande destaque à 9ª arte nacional, ou não fosse o Centenário da República o seu mote. Por isso é esta a temática da retrospectiva que revela como a BD, a caricatura e o cinema de animação anteciparam e têm mostrado a República ao longo de mais de 100 anos, e também do making of de “É de noite que faço as perguntas”, narrativa ficcionada dos acontecimentos que levaram à queda da monarquia, escrita por David Soares e desenhada por seis autores portugueses.
Em português ainda, são as mostras dedicadas a Richard Câmara, autor do cartaz e da imagem gráfica do festival, e a Fernando Bento, cujo centenário de nascimento se assinala dia 26, e as monográficas de Luís Diferr, Paulo Monteiro, Bernardo Carvalho, Cristina Sampaio, José Carlos Fernandes e Luís Henriques.
Curiosa é a abordagem de “Lusofonia – A Nona Arte em Língua Portuguesa”, que, através da BD, se propõe mostrar as particularidades da língua portuguesa falada em Portugal, Brasil, Angol e Moçambique.
Da programação continuam ausentes a produção japonesa e norte-americana, capazes de cativar o público mais jovem para ir descobrir a produção portuguesa. Este ano há também falta de nomes sonantes do panorama internacional, sendo o norte-americano Sean Gordon Murphy (“Joe the Barbarian”) e os belgas François Schuiten e Benoit Peeters (“A Teoria do Grão de Areia”) as excepções. Estes dois, juntamente com Aude Samama, Alfonso Azpiri, Seri Aoi e Kim Hakhyun estarão no festival durante o fim-de-semana.


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F. Cleto e Pina

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Memórias Topográficas de Dinis Conefrey na Mundo Fantasma

A Galeria Mundo Fantasma inaugura hoje, às 17 horas, a exposição Memórias Topográficas, com a presença do autor, Dinis Conefrey, para uma conversa com os visitantes e uma sessão de autógrafos.
Composta por 22 originais, metade ilustrações soltas de temáticas distintas e a outra metade pranchas do álbum “Arquipélagos”, cujo argumento é baseado em dois textos do poeta Herberto Hélder, a mostra, segundo o autor, é “uma exposição de imagens saídas do tempo em que as ideias tomaram forma; planos interceptados por linhas, texturas, cores que dão corpo e luz à interpretação dos sonhos”.
Nascido em Lisboa, em 1965, Conefrey tem feito ilustração para livros e publicações periódicas e, no que à banda desenhada diz respeito, participou em diversos álbuns colectivos, destacando-se, na sua bibliografia a solo, o já citado “Arquipélagos” (Íman, 2001) e também ”O Livro dos Dias” (publicado pela Devir, em 2003, em Portugal e Espanha) e realizado com uma bolsa de criação literária do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas.
Com um estilo muito pessoal, no qual a cor tem um papel fundamental na definição de ambientes, sentimentos e volumes, nos últimos anos Dinis Conefrey tem dedicado particular atenção ao México, tendo, em 2005, recebido uma bolsa do estado mexicano que lhe permitiu trabalhar por 6 meses naquele país preparando o segundo tomo de “O Livro dos Dias”.
A exposição de Dinis Conefrey estará patente na Mundo Fantasma, situada no Centro Comercial Brasília, no Porto, até 14 de Novembro.


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F. Cleto e Pina

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Amadora BD sob o signo da República

A 21ª edição do Amadora BD – Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora – vai decorrer de 22 de Outubro a 7 de Novembro e, a exemplo dos últimos anos, o seu núcleo central, estará localizado no Fórum Luís de Camões, na Brandoa.
Como já tinha sido divulgado o seu tema é “O Centenário da República”, revisitado através de uma viagem cronológica de mais de um século pelas obras dos artistas nacionais que abordaram o tema. “Os Caretos da República”, caricaturas de Pedro Ferreira, Carlos Laranjeira e Ricardo Galvão, e as obras participantes no Concurso de BD, são duas outras visões da República aos quadradinhos, complementadas pelo making of do livro “É de Noite que faço as Perguntas” (a lançar durante o festival), escrito por David Soares e desenhado por Richard Câmara, Jorge Coelho, João Maio Pinto, André Coelho e Daniel Silvestre Silva, uma narrativa ficcional que segue com rigor a história e cronologia republicanas, tendo início em 1891, na sequência do Ultimato Inglês, e terminando com o desfecho do Golpe Militar de 28 de Maio de 1926.
Fernando Bento, cujo centenário do nascimento se comemora no próximo dia 26, um autor de traço personalizado e original, cujas adaptações literárias marcaram gerações de leitores de revistas como “O Diabrete” ou “O Cavaleiro Andante”, será outro dos grandes destaques do evento.
Como é habitual, haverá mostras dedicadas aos vencedores dos Prémios Nacionais de BD de 2009, os belgas François Schuiten e Benoit Peeters, criadores das “Cidades Obscuras” e os portugueses Luís Henrique e José Carlos Fernandes, distinguidos pelo livro “A Metrópole Feérica”. Richard Câmara, autor do desenho original do cartaz e dos diversos materiais gráficos será o autor nacional em destaque.
O Fórum Luís de Camões acolhe igualmente mostras individuais de Cristina Sampaio, Paulo Monteiro, Korky Paul, autor de “A Bruxa Mimi” e Sean Gordon Murphy, desenhador de “Joe the Barbarian”.
“Lusofonia – A Nona Arte em Língua Portuguesa”, revela como as particularidades da língua portuguesa são utilizadas por Nuno Saraiva (em Portugal), Jô Oliveira (Brasil), Lindomar Sousa (Angola) e Zorito e Machado da Graça (Moçambique). Já “City Stories” aborda os resultados de uma residência artística dinamizada pelo festival de BD de Lodz (Polónia), com Moscovo, Londres, Lyon, Lucca e Amadora.
Como é habitual, o festival, que contará com a habitual feira do livro, sessões de autógrafos e lançamento de diversas obras, vai levar os quadradinhos a diversos espaços da cidade, nomeadamente a Galeria Municipal Artur Bual (com uma mostra de Luís Diferr) e os Recreios da Amadora (Augusto Cid, Vangelis Pavlidis e Jean Plantu).


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F. Cleto e Pina

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Banksy cria abertura polémica para os Simpsons

Foi mostrada no passado domingo nos EUA, aquela que pode ser a mais polémica sequência da série de animação The Simpsons. O responsável por ela é Banksy, o grafiter britânico que foi convidado para recriar o gag da sequência de abertura do 3º episódio da temporada 22, intitulado “Money Bart”.
Para além de ter assinado o seu nome pela cidade de Springfield, o artista pôs Bart a escrever no quadro (e por toda a sala de aula) a frase “não devo escrever nas paredes”.
No entanto, é quando a família se senta no sofá, que surge a sequência polémica, com um minuto de duração e uma banda sonora triste. Nela, em cavernas sujas, cheias de ossos humanos e ratos, vêem-se crianças e jovens asiáticos a fabricarem o merchandising da série, desde os negativos da animação, até DVD’s, t-shirts e peluches, que são cheios com pêlo de gatos mortos na hora. Estes não são os únicos animais maltratados, pois pandas, golfinhos e até unicórnios são utilizados pelos trabalhadores.
No final é revelado que tudo se passa dentro do edifício da própria Fox, a estação que transmite a famosa série de animação. À BBC, Banksy revelou que a abertura deu origem a uma série de discussões e atrasos, tendo havido mesmo ameaças de demissão entre os responsáveis pela animação.
O vídeo, no Youtube.


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100 anos do Marítimo em Banda Desenhada

Integrada nas comemorações do centenário do clube, que se cumpre no próximo dia 5, tal como o da República, o Marítimo lançou um álbum de BD que conta a sua história.
Escrita por Francisco Fernandes, Secretário da Educação e Cultura da Madeira, e desenhada pelos também madeirenses Roberto Macedo Alves e Valter Sousa, é a primeira BD escrita, desenhada e impressa naquela ilha e intitula-se “Os sonhos do Maravilhas”, numa referência ao cântico dos adeptos quando o clube regressou da sua primeira digressão ao estrangeiro (Angola e Moçambique), em 1950: “Lá vêm os nossos maravilhas, os endiabrados campeões das ilhas!”.
Com um traço legível, uma planificação dinâmica e bom ritmo de leitura, a BD parte da fundação do clube por gente do mar (daí o seu nome) e aborda aspectos como o título de Campeão de Portugal, em 1926, o seu ecletismo, a afirmação interna com a chegada à (então) Primeira Divisão ou a participação nas competições europeias de clubes.
Desta forma, o Marítimo junta-se a Porto, Benfica e Sporting, cujas histórias já tinham sido narradas aos quadradinhos nos anos 1990, por Manuel Dias e Artur Correia.


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F. Cleto e Pina

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Mônica, Cebolinha e Cascão na Academia?

Maurício de Sousa, o criador da Turma da Mônica é um dos mais fortes candidatos ao lugar vago existente na Academia Paulista de Letras, devido ao falecimento do poeta e jurista Geraldo Vidigal no final de Agosto. A candidatura foi apresentado pelo pai da Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali no início deste mês, cujas obras são actualmente publicadas em 30 países.
A iniciativa está a dividir opiniões. A favor estão aqueles que reconhecem a Maurício, hoje com 75 anos de idade e meio século de carreira nas “histórias aos quadrinhos” brasileiras, o mérito de ter dado um contributo fundamental para a educação e para o desenvolvimento da leitura no Brasil, através da influência que as suas criações tiveram – e continuam a ter – ao longo de várias gerações, e também pelo apoio que tem prestado a campanhas educativas e sociais, para a Unicef, Unesco e diversas outras organizações.
Contra, têm-se manifestado os que não reconhecem valor literário à banda desenhada ou consideram que a obra do desenhador e argumentista tem principalmente intuitos comerciais.
A decisão só será conhecida no próximo dia 2 de Dezembro, quando terá lugar a eleição do novo ocupante da cadeira 24 da Academia, sendo de esperar que a polémica continue até essa data.


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F. Cleto e Pina

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