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Romancistas consagrados escrevem novo Lucky Luke

Os romancistas Daniel Pennac e Tonino Benacquista aceitaram um convite da editora Dargaud para escreverem o argumento para um novo álbum de Lucky Luke, o “cowboy que dispara mais rápido que a própria sombra”, criado por Morris em 1946.
Uma vez que ambos ganharam notoriedade especialmente como autores de livros policiais, resta saber até que ponto serão capazes de transmitir ao seu relato o habitual tom humorístico de Lucky Luke. De qualquer forma, trabalhar em BD não é uma experiência nova para nenhum deles: Pennac co-assinou com Tardi “A Sacanice” (que tem edição portuguesa da Terramar), enquanto Benacquista desenvolveu já parcerias com Ferrandez, Bertrand ou Barral.
A nova equipa, de que se desconhece ainda o desenhador, trabalhará em paralelo com Laurent Gerra e Achdé que já assinaram três histórias de “As Aventuras de Lucky Luke segundo Morris” (publicadas pela ASA), permitindo assim intervalos mais curtos entre os novos títulos do herói, num esquema semelhante ao que existe actualmente para a edição de Blake e Mortimer.


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“A BD é uma combinação de design e poesia”

“Fazer BD é uma necessidade pessoal”

Chama-se James Sturm, tem 44 anos e fazer comics “é uma necessidade pessoal, em que ponho toda a energia e experiências”, sendo a sua faceta de professor, “apenas uma importante ocupação diária”. Ontem, na ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos, numa sala bem composta, na conferência ”A Life in Comics” afirmou que “a BD é uma combinação de design e poesia”.
Do Vermont, Canadá, a Gaia vista do Porto, foi um passeio (muito) ilustrado pela sua relação com a BD, iniciada com um livro infantil de ensino de desenho a partir de formas simples, método que ainda utiliza enquanto professor. Depois vieram os Peanuts, “personagens com personalidade, com alma, que pareciam existir para lá da BD”, os super-heróis da Marvel como o Quarteto Fantástico, “com super-poderes mas também problemas quotidianos”, e, claro, Robert Crumb e os comics underground, sem “limitações temáticas, que não necessitavam de um belo desenho, apenas dum sentimento de urgência em transmitir uma mensagem”.
Com “James Sturm’s América”, de que uma vintena de originais estão expostos até 12 de Abril na Galeria Mundo Fantasma, no C. C. Brasília conquistou em 2008 o segundo Eisner da sua carreira. Colectânea de várias novelas, começa com uma “narrativa sobre os fanáticos religiosos que chegaram à América no século XIX, perpetuando-se e ocupando a Casa Branca, com George W. Bush”, passando pela corrida ao ouro ou a vida do jogador de basebol Leroy “Satchel” Paige, “um atleta de eleição, que não podia jogar por ser negro”, com as quais apresenta a sua “interpretação, muito subjectiva, da História americana”.


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Estreia de Superman pode valer 400 mil dólares

Um exemplar da revista “Action Comics” #1, na qual se estreou Superman, o primeiro super-herói da banda desenhada, criado por Jerry Siegel e Joe Schuster, está em leilão no site especializado Comics Connect ( HYPERLINK “http://www.comicconnect.com” www.comicconnect.com) no qual é possível seguir em directo a evolução das ofertas.
No momento de escrita destas linhas, após 44 lances, a revista já valia 277 300 dólares (cerca de 220 mil euros), mas alguns especialistas estimam que possa chegar aos 400 mil dólares até à próxima sexta-feira, dia 13, data em que o leilão encerra. E refira-se que se trata de um exemplar classificado apenas como 6.0 pelo Certified Guaranty Company (CGC), uma tabela que varia de 0 a 10 segundo a raridade e o estado de conservação da peça, utilizado também para moedas e notas. Em 2003, um empresário norte-americano ofereceu um milhão de dólares por um exemplar classificado como 9.4.
A revista “Action Comics #1”, com 64 páginas a cores e um preço de capa de 10 cêntimos, data de Junho de 1938, estando referenciados actualmente menos de 100 exemplares.


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Animação pioneira estreia hoje na Sic Notícias

Sócrates a afogar-se no lamaçal do Freeport, Obama a fazer equilibrismo com a Casa Branca ou Manuela Ferreira Leite a braços com “parasitas” laranja, são alguns dos motes de pequenas animações disponíveis há alguns meses em HYPERLINK “http://www.spamcartoon.com” www.spamcartoon.com e que ilustram o que será possível ver na Sic Notícias diariamente, às 19h e às 22h, a partir de hoje.
O projecto, pioneiro a nível mundial “na produção de raiz de filmes com esta finalidade”, intitula-se SPAMCARTOON e consta de micro-filmes de 30 segundos que comentam temas da actualidade à maneira de um cartoon editorial. A ideia surgiu “há uns dois anos numa conversa com André Carrilho em torno da evolução do humor gráfico e da resposta a dar aos desafios da internet e das televisões”, contou ao JN João Paulo Cotrim, o seu argumentista. E acrescenta: “trabalhamos o conceito, desenvolvemos um grafismo feito de simplicidade e formou-se uma equipa (realizadores, sonoplasta, animadora, etc.)”, que hoje inclui os dois e, entre outros, Cristina Sampaio e João Fazenda (desenho) e José Condeixa (sonoplastia), que demora “uns bons 4 a 5 dias, da ideia à montagem final, para produzir um cartoon, apesar de termos uma lógica de guerrilha”.
A estreia ficará marcada por “um filme inédito em torno de Guantanamo”, que depois ficará disponível on-line. A passagem da net para a TV “não impôs qualquer limitação temática”, para além das já existentes: “o próprio olhar da equipa, os seus pressupostos ideológicos, as raivas e os prazeres de cada um”.


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Quem nos guarda dos Guardiões?

Estreia hoje em Portugal “Os Guardiões”, uma conseguida adaptação de “Watchmen”, uma das bandas desenhadas mais marcantes dos anos 80, e um dos filmes cuja concretização mais polémica provocou.

Desde logo pela dúzia de anos que levou a concretizar, com sucessivos avanços, recuos e suspensões, até à hipótese de não exibição, já este ano, devido a um contencioso entre a Warner, que o produziu, e a Fox, que tinha os direitos de distribuição.
Baseado numa BD de culto dos anos 80 (ver caixa), a acção de “Watchmen” decorre maioritariamente na actualidade de então (1985), num mundo que os super-heróis mudaram – vencendo no Vietname, mantendo Nixon no poder, com a guerra fria no auge e um confronto nuclear iminente – mas de onde foram banidos por uma lei de 1977, odiados pelos concidadãos que era suposto guardarem.
O despoletar da acção é o assassínio do Comediante (Jeffrey Dean Morgan) e atentados contra outros “Watchmen”, o Dr. Manhattan (Billy Crudup), Ozymandias (Matthew Goode) e Rorschach (num excelente desempenho de Jackie Earle Haley), o que leva este último, o Coruja Nocturna II (Patrick Wilson) e a Espectro de Seda II (Malin Ackerman), a investigarem quem persegue os antigos heróis mascarados. Apesar de muitos nomes sonantes terem sido anunciados para o elenco, a escolha de actores de segunda linha (em muito bom nível no filme) terá sido um trunfo, já que não obrigou a destaques especiais e permitiu maior fidelidade ao original.
Essa foi a opção do realizador Zack Snyder (responsável pela menos interessante adaptação da BD “300”, de Frank Miller), e dos argumentistas David Hayter e Alex Tse, que seguiram de muito perto os diálogos e a encenação da BD, concretizando a adaptação que muitos julgavam impossível. O próprio Alan Moore, que mais uma vez vetou a inclusão do seu nome nos créditos do filme, elogiou-a, considerando-a “a coisa mais próxima de um filme de Watchmen possível”. Isto apesar de cortes inevitáveis (entre os quais a história paralela “Tales of the Black Freighter”, que sairá sob a forma de animação, como extra, no DVD do filme) e algumas modificações, a principal das quais o final, diferente do da história aos quadradinhos, mas que não tem decepcionado a maioria dos fãs que já visionaram a película, perfeitamente rendidos à forma como Snyder (re)construiu “Watchmen”, ao longo de pouco mais de duas horas e meia. Excepções, são aqueles que queriam uma revolução (hoje impossível) igual à que o livro provocou há 20 anos.
Fiel à BD, o filme abre com a sensacional cena do assassinato do Comediante, seguindo-se uma (re)montagem da historia do século XX, à luz da actuação dos primeiros justiceiros mascarados e ao som de Bob Dylan, progredindo depois com múltiplos flashbacks que revelam cada um dos protagonistas e o seu relacionamento, numa dissertação sobre como obter e manter o poder, em que os fins justificam os meios.
A fidelidade ao original agrega-lhe a mesma fraqueza da BD: vai desiludir quem procura um filme comum de super-heróis, com muita acção e movimento (apesar de algumas cenas espectaculares), pois esta é uma película de (bons) diálogos, com um ritmo e uma estrutura pouco convencionais para cinema, que exige atenção e interpretação do espectador.

[Caixa]

Uma BD notável

Em 1986, “Watchmen”, juntamente com “The Dark Night Returns”, de Frank Miller, demonstrou que as histórias de super-heróis também podiam cativar leitores adultos e exigentes e, depois delas, nada ficou igual.
Esta é uma BD “sobre” super-heróis que Alan Moore (“V de Vingança”, “Liga dos Cavalheiros Extraordinários”, …) mostra envelhecidos, barrigudos e com problemas profundos de seres profundamente humanos: neuróticos, conflituosos, alcoólicos, pervertidos, racistas; em suma, desajustados que ultrapassavam (esqueciam?) as suas fraquezas saindo “de casa mascarados às 3 da manhã para fazer coisas estúpidas”, desapontados “com aquilo em que se tornou o sonho americano” e acreditando que contribuíam para um país melhor.
Esta desconstrução politizada dos estereótipos de super-heróis, aclamada dentro e fora do meio da BD – a “Time” considerou-a uma das 100 obras mais importantes desde 1923; recebeu um prémio “Hugo” –, onde se multiplicam referências (escritas, visuais ou conceptuais) literárias, históricas ou científicas, para além da trama em si, é também notável pela forma como Moore explora de forma superior a relação imagem/texto, com narrativas simultâneas na mesma prancha/vinheta, pela sequenciação “animada” de momentos marcantes ou incluindo pormenores cuja importância vai crescendo e obrigam a várias leituras. Ou ainda pela subversão do conceito de tempo no tomo #4 ou pela “aterradora simetria” das vinhetas no #5. E, claro, pelo exemplar trabalho gráfico de Dave Gibbons, com um traço limpo, contido e expressivo, adaptado às diferentes épocas em que a acção decorre.


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O Sétimo Selo em Banda Desenhada

O terceiro livro da colecção de banda desenhada “O Filme da Minha Vida”, foi apresentado no passado dia 27, em Viana do Castelo. Intitulado ”O Sétimo Selo” e inspirado pelo filme homónimo de Ingmar Bergman, de 1972, é da autoria de Jorge Nesbitt, que esteve presente para falar da obra e inaugurar uma exposição dos seus originais, que estará patente até 30 de Abril no Espaço Ao Norte, naquela cidade.
Nesbitt, artista plástico e ilustrador, com formação de Artes Plásticas pelo Ar.Co, Centro de Arte e Comunicação Visual, onde é também professor, inspirou-se na célebre cena do jogo de xadrez entre a Morte e Block, o cruzado cansado, mantendo a disputa “mas sem peças ou tabuleiro, sem acção, apenas diálogo”, escreve na introdução da obra o crítico e especialista de BD João Paulo Cotrim.
Lançada em Maio do ano passado, esta colecção, dirigida pelo artista plástico Tiago Manuel, com design gráfico de Luís Mendonça, é uma iniciativa da associação Ao Norte – Audiovisuais que desafiou dez desenhadores portugueses a inspirarem-se num filme que os tenha marcado para criarem uma obra autónoma em 32 páginas de BD, em formato A5, a preto e branco, criando assim mais laços entre duas artes já com tanto em comum. Os dois primeiros volumes foram “O Percutor Harmónico” (inspirado em “Aconteceu no Oeste, de Sérgio Leone), e “Epifanias do Inimigo Invisível” (O Deserto dos Tártaros, de Valério Zurlini), assinados respectivamente por André Lemos e Daniel Lima. No próximo volume, João Fazenda revisitará “Vertigo”, de Alfred Hitchcock.


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Criador de Alix trabalha com desenhador português

O desenhador português Luís Filipe Diferr está a ilustrar o segundo tomo da série “Les Voyages de Lois”, escrito por Jacques Martin, o criador de Alix, um dos grandes clássicos da banda desenhada franco-belga. Inicialmente anunciado pela Casterman para finais de Março o álbum só deverá chegar ao mercado francófono próximo do Verão, pois Diferr, que já concluiu o desenho a preto e branco, revelou ao JN que ainda está a trabalhar na aplicação da cor.
Nesta colecção, Martin explora os ambientes mágicos e faustosos das mais poderosas nações do mundo nos séculos XVII e XVIII, sendo este volume, subintitulado “Le Portugal”, sobre a vida na capital lusa naquele período. A par do cuidado posto na reconstituição de época, ao nível do vestuário, veículos e utensílios, é dado especial ênfase a monumentos como o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém ou o Convento de Mafra.
Diferr, nascido em Angola em 1956, é diplomado em arquitectura, professor de desenho e autor de bandas desenhadas como “As aventuras de Herb Krox” ou “Dakar o Minotauro”. De momento não está prevista a edição portuguesa desta obra.


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Descoberto Sandokan inédito de Hugo Pratt

Sessenta e quatro pranchas inéditas de Hugo Pratt foram encontradas, treze anos após a sua morte, a 20 de Agosto de 1995. Trata-se de uma versão inacabada de “Sandokan”, o grande clássico de aventuras escrito por Emílio Salgari (1862-1911) no final do século XIX, que narra a luta contra a tirania (um tema caro a Pratt), no caso britânica, de Sandokan, um príncipe malaio, secundado pela bela Mariana e pelo português Yanez de Gomera.
Com texto de Milo Milani, estas pranchas, datadas de 1971, pertencem a duas histórias incompletas – “Tigri di Monpracem” e “La riconquista di Mompracem” – , originalmente destinadas a serem publicadas semanalmente no “Corriere dei Piccoli”, o suplemento infantil do “Corriere della Sera”. Acontece que Pratt se atrasou na sua entrega, acabando mesmo por não as concluir, pelo que nunca foram publicadas, revelou Alfredo Castelli, o responsável pela descoberta. Especialista em banda desenhada e também autor (enquanto criador e argumentista de “Martin Mystère”), Castelli encontrou-as há cerca de um ano, em condições que só revelará no prefácio que vai escrever para a edição italiana da Rizzoli Lizard, prevista para Maio próximo. No Outono, terá lugar a edição francesa da Casterman.
A única prancha até agora revelada, composta por apenas duas tiras, desenhadas com o traço a preto e branco característico de Pratt, mostra Mompracem como uma pequena ilha fustigada pelo mar e pelo vento, vendo-se, na última vinheta, o jovem Sandokan, de cara limpa, sem as barbas que Kabir Bedi celebrizou na versão televisiva, sentado numa cadeira de vime numa pose que Corto Maltese, a grande criação de Pratt, haveria de imitar.


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Grande prémio de Angoulême para Blutch

Blutch foi distinguido com o Grande Prémio de Angoulême pelo conjunto da sua obra, num palmarés que, este ano, prima pelo destaque dado à banda desenhada de autor.

De seu verdadeiro nome Christian Hinckler, Blutch nasceu em Estrasburgo a 27 de Dezembro de 1967, tendo publicado a sua primeira BD aos 20 anos na revista “Fluide Glacial”. Inicialmente marcadas pelo humor, as suas histórias rapidamente passaram a registos poéticos ou oníricos, uma das suas imagens de marca, juntamente com a plasticidade das suas pranchas, extremamente originais, esquemáticas no traço vivo e dinâmico, quase sempre em tons de preto e branco. Isso aproximou-o dos editores independentes, em registos de uma grande virtuosidade gráfica e, muitas vezes, de tom autobiográfico, sendo um dos cabeças de cartaz de uma geração responsável por muito do experimentalismo que tem aberto novas portas e soluções à BD nos últimos 20 anos.
Pode dizer-se que Blutch foi o grande triunfador deste ano, já que o seu álbum “Le petit Christian – tome 2” (L’Association), foi também escolhido como um dos Essenciais de 2008, onde se contam também “Lulu” (Futuropolis), de Étienne Davodeau, “Martha Jane Cannary“ (Futuropolis), de Blanchin e Perrissin, “Spirou, le Journal d’un Ingénu“ (Dupuis), de Émile Bravo e “Tamara Drewe“ (Denoël Graphic), de Posy Simmonds. O Fauve d’or para Melhor Álbum do Ano coube a “Pinocchio“ (Les Requins Marteaux), de Winschluss.
Neste palmarés, equilibrado e recheada de obras indiscutíveis que merecem ser descobertas, destaque ainda os prémios Essencial Revelação – entregue a “Le Goût du chlore“ (Kstr/Casterman), de Bastien Vivès -, Essencial Património – “Opération Mort“ (Cornélius), de Shigeru Mizuki – e Essencial Juventude – para “Le petit prince“ (Galimard), de Joann Sfar, o único destes títulos editado em Portugal (pela Editorial Presença).
Um dos pontos altos da Cerimónia de entrega de prémios, cuja assistência ovacionou de pé a escolha de Blutch, foi a homenagem a Claude Moliterni, um dos fundadores do Festival de Angoulême e um dos maiores especialistas em BD, recentemente falecido.


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Turma da Mónica Jovem chega a Portugal

A Turma da Mónica Jovem, a versão adolescente em estilo manga de Mônica, Cebolinha e Cascão, o mais recente sucesso de Maurício de Sousa, chega aos quiosques portugueses hoje, dia 29.

Na origem do projecto, desenvolvido ao longo de mais de um ano, esteve a vontade do autor de chegar também ao público adolescente. Daí o facto de os heróis da Turma que todos conhecemos como crianças, rondarem agora os 15, 16 anos, com as diferenças óbvias, reveladas desde logo nas poses sensuais de Mônica e Magali (que continua a comer muito, mas de forma equilibrada), no facto do Cebolinha – agora Cebola – só trocar os “rr” pelos “ll” quando está nervoso ou de o Cascão já tomar banho.
O facto de a colecção ser especialmente vocacionada para os adolescentes foi decisivo na escolha do estilo manga, aquele que eles mais lêem, e na adequação da temática aos seus interesses, dando-lhe mesmo um tom de aventura fantástica nos primeiros quatro tomos. A partir do quinto, o quotidiano e as suas preocupações serão a temática dominante pois, como referiu Maurício de Sousa ao JN durante a sua passagem pelo Festival de BD da Amadora, em Novembro último, a Turma da Mônica Jovem (nome escolhido por votação dos fãs pela Internet) “vai permitir-nos abordar temas importantes para os jovens como acne, namoro, sexo seguro, gravidez indesejada ou incorporação no exército, numa perspectiva educativa e didáctica”.
A Turma da Mônica Jovem (publicada em volumes mensais de 130 páginas a preto e branco, que custarão 2,10 € no nosso país), começou com tiragens de 50 mil exemplares que esgotaram rapidamente o que obrigou a várias reimpressões, tendo no quinto volume atingido os 400 mil exemplares, distribuídos em quiosques e livrarias (onde têm estado recorrentemente no top dos mais vendidos) o que faz dela a revista mais vendida no Brasil nos últimos 30 anos.


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