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Turma da Mônica explica acordo ortográfico

Chega hoje aos quiosques e bancas portuguesas a revista “Saiba Mais! – Turma da Mônica #16 – Reforma Ortográfica”, uma publicação com carácter didáctico, em os heróis criados por Maurício de Sousa explicam as novas regras de escrita para a língua portuguesa.
Publicada originalmente em Dezembro de 2008 no Brasil, no mês anterior à entrada em vigor do Acordo Ortográfico naquele país, a narrativa começa por explicar as razões que levaram à sua criação através de uma breve introdução histórica à difusão do português pelo mundo. Depois, associa mais um dos planos infalíveis do Cebolinha para derrotar a Mônica, à enumeração das principais mudanças que o acordo, ainda sem data de entrada em vigor no nosso país, vai introduzir na escrita do português, utilizado por cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo.
As principais alterações com efeito no Brasil são explicadas pelo Manezinho, enquanto que o António Alfacinha, o “miúdo luso”, faz nova aparição nas histórias da Turma na última mão cheia de pranchas, para explicitar quais as mudanças mais relevantes no português de Portugal: perda das consoantes não pronunciadas em palavras como “acção”, “facto” ou “adopção” ou eliminação do “h” em “húmido”. Como nota negativa ficam dois erros graves: Timor-Leste é indicado como ficando na Indonésia e “erva” em Portugal ainda seria “herva”.
Depois das 20 pranchas de BD, que terminam com mais uma tradicional perseguição da Mônica ao Cebolinha, surgem mais 10 páginas de passatempos, já segundo as novas regras ortográficas. Como oferta, a edição, traz uma mini-revista com uma história do Franjinha que aborda o mesmo tema.


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Turma da Mônica homenageia Michael Jackson

Maurício de Sousa divulgou no passado sábado um guião de homenagem a Michael Jackson. É uma história intitulada “À espera de um astro”, escrita pelo argumentista Paulo Back e protagonizada pela Turma do Penadinho, composta por fantasmas, esqueletos, múmias, vampiros e lobisomens, que esperam pelo rei da Pop num cemitério. Enquanto aguardam, usam alguns dos acessórios típicos do cantor e tentam imitar os seus passos, evocando o videoclip de “Thriller”, mas com resultados desastrosos. No final, acabam desiludidos pois a Dona Morte informa que o cantor foi para o céu, onde o vemos a dançar com o Anjinho, entre outros.
São dez páginas, para já apenas na forma de esboço, que foram anunciadas no Twitter, podendo ser vistas aqui. Depois de desenhada e colorida, a história deverá ser publicada na revista “Mônica” #33, a editar no Brasil em Setembro e que deverá ser distribuída em Portugal em Março de 2010.
Esta não é a primeira vez que o cantor se cruza com os heróis da Turma da Mônica, já que na década de 80 teve diversas aparições nas revistas de Maurício de Sousa.


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Autores portugueses recontam Lenda de Moura em BD

Aproveitando o feriado municipal, a Câmara Municipal de Moura inaugura hoje, pelas 11 horas, no Conservatório Regional do Baixo Alentejo, a exposição dos originais que compõem o álbum “Salúquia – A Lenda de Moura em Banda Desenhada”, que ficará patente até dia 20 de Julho.
Obra colectiva, em gestação desde 2004, junta 15 desenhadores e um argumentista – Luís Afonso, Jorge Magalhães, Augusto Trigo, José Ruy, José Garcês, Artur Correia, Zé Manel, Carlos Alberto, Isabel Lobinho, Pedro Massano, Catherine Labey, José Abrantes, Baptista Mendes, Eugénio Silva, José Pires e José Antunes – já com muitas provas dadas na BD nacional, não só na temática histórica, mas também no campo do humor, do erotismo ou da ficção aos quadradinhos.
Apresentado hoje, o álbum, com 76 páginas, capa de Carlos Alberto e contra-capa de Isabel Lobinho, compila treze bandas desenhadas e duas ilustrações que são outras tantas versões, diferentes no estilo, nas técnicas e na abordagem, da lenda da moura Salúquia, que originou o actual nome da cidade de Moura.
Durante o lançamento e na inauguração da exposição, ocorrerão momentos musicais a cargo do Coro Polifónico “As Vozes da Moura” e de elementos do Conservatório Regional do Baixo Alentejo – Secção de Moura.


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Mundo Fantasma expõe Craig Thompson

A galeria Mundo Fantasma, no Centro Comercial Brasília, inaugura hoje às 17 horas uma exposição de originais do norte-americano Craig Thompson. Nascido em Traverse City, no Michigan (EUA) em 1975, Thompson cresceu no Wisconsin, algures na América profunda, entre trabalhos agrícolas e o fundamentalismo cristão da sua comunidade, experiência que narrou em “Blankets”, uma banda desenhada monumental com mais de 600 páginas, editada em 2003, a que pertencem cerca de metade das três dezenas de pranchas agora expostas.
Nomeada pela “Times” como melhor novela gráfica desse ano, valeu-lhe também diversos prémios da crítica e do público, entre os quais os prestigiados Eisner, Harvey e Ignatz.
Aquando da passagem do autor pelo Festival de BD de Beja, a Mundo Fantasma editou dois giclées coloridos (uma espécie de serigrafia digital, assinada e numerada pelo autor), que reproduz a primeira imagem em circulação de “Habibi”, um livro influenciado pela caligrafia árabe e a mitologia islâmica em que Thompson trabalha desde 2004, tendo desenhado já mais de 400 páginas, a editar pela Pantheon Books no início de 2011.


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Mandrake: 75 anos num passe de mágica

A 11 de Junho de 1934, o King Features Syndicate distribuía a primeira tira diária de “Mandrake”. Era a chegada à BD da magia que Houdini celebrizara e popularizara, e que constituiria mais uma válvula de escape para uns Estados Unidos ainda sob os efeitos da grande depressão de 1929.
Calmo, elegante, de bigodinho fino e belo porte, smoking, capa e cartola pretas, tendo aprendido as suas artes hipnóticas na escola de magia de seu pai, Theron, e vivendo na (sofisticada) mansão de Xanadu, com a bela princesa Narda, com quem casará décadas (!) mais tarde, Mandrake conta sempre com a ajuda (física) de Lotário, possivelmente o primeiro negro da história da BD, caricaturado com as suas roupas de peles de animais. No início usando magia pura, que desapareceu por pressão de sectores cristãos sendo substituída por dotes telepáticos e hipnóticos, Mandrake desde cedo enfrentou ladrões e extraterrestres, contando-se entre os seus principais inimigos o seu gémeo Derek e o meio-irmão Lúcifer, mais conhecido como Cobra, e a associação criminosa “8”.
Os seus autores foram Lee Falk (1911-1999) – que em 1936 criaria também o Fantasma – e Phil Davis (1906-1946), que se inspiraram no mágico (de carne o osso) Leon Mandrake, amigo de Davis. Juntos, prosseguiram com as aventuras do prestidigitador, até ao falecimento de Davis, que seria substituído por Fred Fredericks (1929), que desde 1999 também escreve esta série que acompanhou os leitores do Jornal de Notícias a partir de 1978, durante quase 30 anos.
O êxito dos quadradinhos levou Mandrake à rádio e ao pequeno ecrã logo em 1939 e nos anos 60 Fellini, amigo de Falk, chegou a pensar levá-lo ao cinema. Notícias recentes apontam de novo essa possibilidade, num filme dirigido por Mimi Leder, com Hayden Christensen (o jovem Anakin Skywalker/Darth Vader de Star Wars 2 e 3), como Mandrake, e Djimon Hounssou, como Lotário.


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75 anos e muitos quacks!

Há exactamente 75 anos, passava pela primeira vez nos ecrãs dos cinemas norte-americanos mais uma “Silly Symphonie” Disney, “The Wise Little Hen”, onde se estreou um dos mais importantes heróis de papel e celulóide de sempre: o Pato Donald.

Curiosamente, “a saída do ovo” poderia ter acontecido mais cedo, uma vez que ele já é mencionado no guião de um storyboard escrito por Walt Disney em 1931, tendo mesmo Ferdinand Horvath feito alguns esboços.
Mas acabou por acontecer eram decorridos pouco mais de dois minutos daquela animação baseada na fábula de Esopo, então criado pelo animador Dick Lundy, e interpretando o papel (secundário) de um dos preguiçosos que se recusam a ajudar a galinha que quer plantar milho para mais tarde ter alimento, surgindo apenas no final para (tentar) comer os frutos do trabalho dos outros. De personalidade ainda indefinida, já possuía a (semi-ininteligível) voz característica, da responsabilidade de Clarence Nash, que contribuiu bastante para o seu sucesso junto do público, embora fosse mais alto e pesadão e tivesse patas maiores.
De seu nome completo Donald Fauntleroy Duck, viria a revelar-se impulsivo, irascível, convencido, irritável, implicativo, explosivo, incapaz de pedir desculpa e reconhecer os seus erros, certo de ter sempre razão e um grande azarado (perdendo rapidamente a maldade que o levou a lançar uma âncora a um Pateta prestes a afogar-se ou a fazer-lhe cócegas quando o vê pendurado de um beiral, como se vê em duas das suas primeiras BDs). Veio também a descobrir-se sobrinho do pato mais rico do mundo apesar de pobretão, tio dos irrequietos Huguinho, Zezinho e Luizinho (surgidos em 1937) e eterno namorado de Margarida (1940). Na origem, já vestia o chapéu e camisa de marinheiro azuis com lista branca que se tornariam a sua imagem de marca (a par da ausência de calças, embora use sempre uma toalha em volta da cinta e pernas ao sair do banho…), mas ainda não soltava os seus inconfundíveis quacks!
Da sua carreira, constam cerca de 200 filmes animados, 12 nomeações para o Óscar e um conquistado (com ”A face do Fuehrer”, de 1943) e milhares de histórias de banda desenhada, onde se estreou no mesmo ano de 1934, numa adaptação de “The wise little hen”, escrita por Ted Osborne e desenhada por Al Taliaferro, sendo datada de 1938 a primeira revista com o seu nome. Seria no entanto apenas com Carl Barks, que desenhou mais de 500 das suas histórias entre 1942 (quando autonomizou Donald de Mickey, em ”Donald Encontra o Ouro dos Piratas”) e 1967, que se tornaria tal qual o conhecemos hoje. Barks, com o seu humor sarcástico, humanizou o pato, dotando-o de alguns dos maiores defeitos do ser humano, usando-o para criticar a sociedade e os seus vícios, e tornando-o assim numa inesgotável fonte de gargalhadas. E foi na BD também que, mais tarde, surgiu como alter-ego do Superpato e interpretou, emulando Indiana Jones, os Duck Tales.
Hoje, se as histórias aos quadradinhos estão em perda há muito (com excepções como os países nórdicos, a Itália, a Alemanha ou a Índia) e a participação em filmes animados diminuiu drasticamente, substituído por heróis do momento, de enorme mas breve êxito, a sua popularidade mantém-se (quase) intacta, identificado por milhões de pessoas e continua a aparecer em milhares de produtos licenciados um pouco por todo o mundo.

[Caixa]

Os homens do pato

Walt Disney (1901-1966)
Nascido em Chicago, após uma infância e juventude atribuladas, criou a Walt Disney Company, que geriu com pulso de ferro, apondo o seu nome a todas as criações nele surgidas, como Mickey, Donald e muitos mais heróis do papel e/ou do cinema animado, que marcaram inúmeras gerações em todo o mundo.

Carl Barks (1901-2000)
Como desenhador dos Estúdios Disney, criou o Tio Patinhas, Irmãos Metralha, Professor Pardal ou a cidade de Patópolis. Conhecido como “o homem dos patos”, pelas muitas histórias deles que escreveu e desenhou, foi o primeiro autorizado a assinar o seu nome junto aos palmípedes, nas pinturas a óleo a que se dedicou no final da vida.

Clarence Nash (1904-1985)
Nascido em Oklahoma, foi a voz de Donald nos filmes animados durante mais de 50 anos, em inglês, mas pontualmente também em espanhol e português (do Brasil). A voz que Nash criou para Donald, consistia fazer um tipo de “ruído” pelo canto da boca, que lembrava o grasnar de um pato.


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Príncipe Valente restaurada em Portugal à venda nos EUA

O site da editora norte-americana Fantagraphics Books destaca o livro “Prince Valiant Vol. 1: 1937-1938”, anunciando que é “importado de Portugal” e que se trata de “uma edição especial de um fã” feita “com as melhores provas, cuidadosamente restauradas”.
Esse fã do Príncipe Valente, é Manuel Caldas, natural da Póvoa de Varzim e um dos maiores especialistas da obra-prima de Hal Foster, que explicou ao JN tratar-se de “uma edição que fiz para o mercado inglês”, sob o selo Libri Impressi. No entanto, problemas com a sua colocação directa nas livrarias, goraram as intenções de Caldas que revela que se venderam apenas “uns 170 através do catálogo”.
Mas não só porque, “surpreendentemente”, a Fantagraphics, responsável pela reedição de clássicos como os “Peanuts”,” Popeye” ou o mesmo “Prince Valiant” a cores, encomendou 300 exemplares, agora disponibilizados. Mas que devem “esgotar no máximo em dois meses”, prevê a editora, que espera ver “exemplares altamente inflacionados no eBay até ao final do ano”.
E continua: “trata-se de uma esplêndida edição de grande formato em capa dura e é uma emoção ver o traço sumptuoso de Foster reproduzido com tanta pureza. Todos os fãs de Foster têm de a possuir!”. Isto só vem confirmar a altíssima qualidade do trabalho de Caldas, que tem dedicado muitas horas à restauração de cada uma das pranchas, para recuperar o traço original a preto e branco.
Responsável pelos seis primeiros volumes (doze anos) da série, em português e em espanhol, Caldas revela que tem ainda “uma montanha de cópias da edição de 2000 exemplares”, alguns dos quais têm servido para satisfazer “os espanhóis que me escrevem a pedir o edição espanhola, esgotadíssima”.


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Revista “Mickey Mouse” #1 em leilão

O site norte-americano Comic Connect vai leiloar a partir de amanhã, dia 5, o primeiro número da revista “Mickey Mouse”, datada de 1931.
Publicada pela David McKay Co, Publishers, de Filadélfia, para além da antiguidade – e consequente raridade – vale também pela história politicamente incorrecta que compila: “Mickey Mouse tries to commit suicide”, originalmente publicada em tiras de jornais, em Outubro do ano anterior. Numa BD escrita e desenhada por Floyd Gottfredson, o famoso rato criado por Walt Disney em 1928, dispara contra si próprio, lança-se de uma ponte ou utiliza gás, depois de Minnie aparentemente o ter trocado por outro, o que revela um sentido de humor bem diferente do actual.
O leilão, que pode ser acompanhado em tempo real e vai decorrer até dia 20 de Junho e, apesar de o lance inicial ser de apenas um dólar, dificilmente alguém o conseguirá adquirir sem desembolsar muitos milhares.
Há poucas semanas, o mesmo site vendeu a revista “Action Comics” #1, com a estreia do Super-Homem, por 317 mil dólares.


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Tartarugas Ninja: Adolescentes com 25 anos

Há 25 anos, corria Maio de 1984, eram publicadas pela primeira vez aquelas que seriam um dos maiores sucessos da história da BD e da animação: as Tartarugas Adolescentes Mutantes Ninja (Teenage Mutant Ninja Turtles) que tornaram os seus autores milionários.
Elas tinham sido criadas um ano antes, por dois jovens norte-americanos, Kevin Eastman e Peter Laird, que então (sobre)viviam de ilustrações publicitárias e part-times, que desenharam quatro tartarugas antropomórficas e decidiram fazer delas homenagem e paródia aos comics que mais apreciavam: “Demolidor” e “Ronin”, ambos de Frank Miller. Por isso, na sua origem, as tartarugas são um dano colateral do acidente que cegou Matt Murdock, ampliando os seus sentidos e transformando-o no Demolidor. Deram-lhes carácter adolescente, nomes de grandes artistas renascentistas: Miguel Ângelo, Donatelo, Leonardo e Rafael, uma ratazana especialista em artes marciais como mestre e mutantes e extraterrestres como inimigos.
Como o traço de Eastman e Laird era semelhante, ambos escreveram e desenharam as primeiras histórias, que enviaram para diversas editoras, sem qualquer resultado. Por isso, entre uma restituição fiscal e um empréstimo de um tio, juntaram 1200 dólares e imprimiram 3000 exemplares, a preto e branco, sob o selo Mirage Studios. A ideia era vender as revistas pelo correio, mas uma página paga numa revista especializada e um dossier enviado para estações de televisão e agências noticiosas, originaram artigos sobre as TMNT em todo o país e inúmeras encomendas de lojas especializadas. As sucessivas reedições rapidamente ultrapassaram os 100 mil exemplares e tornaram-nas o maior sucesso das edições independentes nos EUA.
Mark Fredman, entretanto entrado para a Mirage, conseguiu contratos para uma mini-série televisiva de 5 episódios e o fabrico de figuras de acção pela Playmates Toys, e o êxito junto dos jovens repetiu-se, tendo sido realizados 194 episódios, entre 1987 e 1996. Neles, a violência da BD foi atenuada e as tartarugas, agora devoradoras compulsivas de pizza, distinguiam-se pela cor das máscaras. Seguiu-se “Ninja Turtles: The Next Mutation (1997), uma série live-action de má memória com uma quinta tartaruga fêmea, Vénus de Milo, voltando às boas graças dos fãs em 2003, com mais cinco temporadas em desenho animado.
No cinema, protagonizaram três películas em live-action em 1990, 1991 e 1993, e uma quarta, em animação computorizada, em 2007.


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José Carlos Fernandes editado em França

Chegou esta semana às livrarias “Le Plus Mauvais Groupe Du Monde”, a versão francesa de “A Pior Banda do Mundo”, do autor português José Carlos Fernandes. Várias vezes premiada em Portugal, esta série já se encontra editado na Espanha, Brasil e Polónia, onde foi bem recebida pela crítica e pelo público.
“A Pior Banda do Mundo”, composta por episódios independentes de duas páginas, alguns dos quais já adaptados em curtas-metragens ou em teatro, que, qual mosaico, vão construindo um retrato alargado e consistente, é uma crónica mordaz do quotidiano bizarro e absurdo dos habitantes de uma cidade sem nome nem data, onde vivem os quatro componentes daquela banda: Sebastian Zorn, Ignacio Kagel, Idálio Alzheimer e Anatole Kopek, que demonstram uma total inépcia para a música. Cruzando referências literárias, musicais, arquitectónicas e políticas e uma escrita erudita e bem trabalhada, o autor, com um sentido de humor apurado e dirigido, crítica o consumismo, o racionalismo, os tiques e as paranóias da sociedade actual.
Este primeiro volume, da responsabilidade da editora Cambourakis, compila os dois primeiros volumes da edição portuguesa da Devir, traduzidos directamente do português por Dominique Nédellec. Um segundo volume, com os tomos 3 e 4 originais, deverá ser lançado no último trimestre do corrente ano, e um terceiro em 2010.
Entretanto, está confirmada uma exposição de originais de José Carlos Fernandes, nascido em Loulé, em 1964, no Centro Belga de Banda Desenhada, em Bruxelas, entre 12 de Outubro e 14 de Novembro do corrente ano.


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