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“Foi aliciante desenvolver um novo design para as personagens”

Afirma Ricardo Tércio desenhador do quarto e último tomo de Avengers Fairy Tales

É hoje editado nos Estados Unidos o quarto e último “Avengers Fairy Tales”, sendo Ricardo Tércio o responsável pela criação gráfica da versão de “O Feiticeiro de Oz” escrita por C. B. Cebulski. O JN conversou com ele.

Nascido a “12 de Maio de 1976, ilustrador auto-didacta”, Ricardo Tércio cresceu “rodeado pelos filmes da Disney e os clássicos europeus de BD que cá chegavam, tendo começado a desenhar cedo, influenciado por eles”.
Depois dos “Spiderman Fairy Tales”, esta foi a segunda vez que trabalhou com Cebulski “que nos dá grande liberdade para sugerir o que melhor se adequa aos nossos estilos”. Com “um resumo da história”, o primeiro passo “foi desenvolver graficamente as personagens”. Uma vez recebido o argumento completo, “planifiquei a BD, foram inseridas legendas provisórias e o conjunto rodou pelos editores. Depois de tudo aprovado, desenhei a lápis, limpei o que estava a mais, colori em computador e foi inserida a legendagem”. Tal como na BD anterior, “pude manter a minha imagética das personagens: comecei por fazê-las num estilo menos “desenho animado”, mas as suas necessidades de movimentação acabaram por me levar de volta ao meu estilo”.
Foram “60 dias de trabalho”, com o aliciante de “poder desenvolver um novo design para as personagens”: She-Hulk (como Dorothy Gale), Thor (Espantalho) que “ficou muito engraçado e representa mais o meu estilo e a minha ‘freakalhice’”, Iron-man (Homem de Lata, claro), “que me deu especial prazer porque gosto muito de desenhar seres mecânicos”, a Feiticeira Escarlate (Bruxa Má do Oeste) e Magneto (Feiticeiro de Oz).
Considera difícil “inserir o romance numa BD de 23 páginas” e pensa que o “produto final é mais para os fãs da Marvel do que para os apreciadores do Oz original”. Até porque, acrescenta, “não sou apreciador da visão tradicional dos universos de magia e fantasia, pelo que tentei afastar-me o mais que pude de estereótipos como bruxas com vassouras e nariz grande”.

[Caixa]

Avengers Fairy Tales

Lançados em Março, os “Avengers Fairy Tales” são um projecto de C. B. Cebulski, argumentista e editor da Marvel, que nele revisita clássicos infantis, dando o protagonismo a super-heróis. Assim, o Capitão América foi Peter Pan, o Visão fez de Pinóquio, a Stature (re)interpretou Alice no País das Maravilhas e, agora, em O Feiticeiro de Oz, encontramos a She-Hulk como Dorothy Gale, a personagem que coube a Judy Garland no filme de 1938.
Os portugueses João Lemos, Nuno ‘Plati’ Alves e Ricardo Tércio foram escolhidos para desenhar três das histórias graças a portfolios entregue a Cebulski durante o festival de Angoulême, em 2005, tendo o tomo #3 sido desenhado pelo canadiano Takeshi Miyazawa.


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Marijac nasceu há 100 anos

Injustamente pouco lembrado nos dias que correm, Marijac, um dos grandes nomes da BD francesa, à qual dedicou quase 70 anos de vida como argumentista, desenhador e editor, nasceu há 100 anos.
Foi em Paris, contava o século XX apenas oito anos. Baptizado Jacques, recebeu o apelido de Dumas, como o grande romancista, e, como ele, criou uma obra vasta e multifacetada, na qual, como argumentista, desenhador, autor completo, chefe de redacção ou até editor, abordou todos os géneros e estilos, do western de “Jim Boum”, um dos primeiros criados na Europa, à ficção-científica de “Guerre à la Terre”, das narrativas de piratas de “Captain Fantôme”, ao humor de “Line et Zoum”.
Publicou as primeiras ilustrações em 1926, colaborou depois na revista “Coeurs Vaillants” e, tendo sido incorporado durante a Segunda Guerra Mundial, criou os jornais “La Vie est Belle” e “Le Chéval Mécanique”. Como os seus heróis, viveu aventuras: foi feito prisioneiro pelos alemães, mas fugiu; acolheu Hergé, o criador de Tintin, em sua casa durante a ocupação da Bélgica e uniu-se à resistência, para quem criou “Le Corbeau déchaîné” onde publicaria aquela que é possivelmente a sua obra-prima, “Les trois mousquetaires du maquis”, no qual satirizava os nazis, feitos eternos perdedores.
Após a guerra, criou e dirigiu durante quase 20 anos “Le Coq Hardi”, onde continuou a dar largas ao seu talento, a solo ou em colaboração com os grandes autores do seu tempo: Le Rallic, Cazanave, Poivet, Mathelot, Dut…, tocando sucessivas gerações de leitores de quadradinhos. Foi justamente consagrado com o Grande Prémio de Angoulême, em 1979.
Em Portugal, estreou-se nas páginas do mítico “O Mosquito”, podendo também ser encontradas diversas bandas desenhadas suas no “Cavaleiro Andante”.
Faleceu em Lyons-la-Forêt, França, a 21 de Julho de 1994.


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Civitelli: “Para Tex a vida começa aos sessenta anos”

Chamam-se Fabio Civitelli e Marco Bianchini, têm em comum serem italianos e desenhadores de Tex. Antes de virem comemorar os 60 anos do ranger este fim-de-semana no Festival de BD da Amadora, o Jornal de Notícias disparou-lhes algumas perguntas.
A exposição de Tex, a primeira fora de Itália com pranchas originais, promete ser um dos pólos de atracção do último fim-de-semana do 19º FIBDA, que está a decorrer no Fórum Luís de Camões, subordinado ao tema “Tecnologia e Ficção-cientifica”, o que origina a primeira questão: “Tex ainda faz sentido no mundo actual?” Civitelli, 53 anos, há 24 a desenhar o ranger, acha que sim porque “encarna valores que não têm época: o desejo de justiça, a consciência da igualdade entre os homens e a capacidade de os julgar apenas pelo seu comportamento”. A isto, Bianchini, 3 anos mais novo, recém-estreado como desenhador de Tex, acrescenta o “facto de o Oeste ainda hoje representar a aventura e uma fuga da rotina quotidiana”, afirmando que “a firmeza de Tex nos transmite sensações positivas”.
Civitelli considera que Tex, 60 anos depois da sua estreia, perdeu “a musicalidade da linguagem bonelliana”, defendendo o regresso “ao Tex duro e puro de G. L. Bonelli”, pois “hoje ele é menos impetuoso, mais reflectido, às vezes até menos protagonista; ”. Bianchini, por seu lado, contrapõe que “gostaria muito de encontrar personagens femininas nas suas aventuras, porque isso traria novos cenários e adversários difíceis de prever; seria interessante ver como Tex enfrentaria uma mulher, ele que está acostumado a resolver tudo com os punhos!”. Civitelli discorda pois “os nossos leitores dificilmente aceitariam modificações radicais. Na edição dos 60 anos, a cena do beijo entre Tex e Lilyth, por alguns foi vista como uma heresia, uma traição ao Tex dos velhos tempos!”
Considerando “um sonho” desenhar Tex após 20 anos na casa Bonelli, Bianchini, também professor na Escola Internacional de Comics de Florença, revela que o seu Tex se inspirou em desenhadores como “Ticci, Villa, Venturi ou Civitelli”, classificando-o como “tradicional, na melhor tradição da BD realista mundial que se formou entre os anos 70 e 90.”, contrapondo-o ao Tex “moderno, de leitura agradável e feito com extremo apuro” de Fábio Civitelli.
Este último, que já propôs “alguns argumentos, que Claudio Nizzi transformou em guiões”, admite que gostaria de desenhar uma história totalmente escrita por si. O seu traço foi “fortemente inspirado no Tex inovador de Ticci, por sermos ambos admiradores de desenhadores clássicos americanos como Alex Raymond e Milton Caniff. Mas depois de tantos anos o meu estilo suavizou-se; tento desenhar Tex da forma que o vejo: bem constituído mas não gigante, ágil mas forte, com uma expressão dura mas com um lampejo de ironia nos olhos e um meio sorriso de quem está seguro de si e das suas razões”. Do Tex desenhado por Bianchini, realça a renovação de “certas temáticas mágicas e misteriosas, com belas cenas de acção, mas sobretudo sugestivas atmosferas misteriosas e inquietantes”.
Autor escolhido para desenhar “Sul sentiero dei ricordi”, a BD a cores que assinalou os 60 anos do herói, considera-a “um momento muito marcante na minha carreira e uma etapa importante para Tex. Podemos dizer que para Tex a vida começa aos sessenta anos!”


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Precursor da BD e génio da ilustração nasceu há 150 anos

Ao ouvir o termo Caran d’Ache, a maioria certamente associa-o aos vulgares lápis de cor suíços, ignorando que a designação se deve ao pseudónimo de Emmanuel Poiré, génio da ilustração nascido há 150 anos.
Foi em Moscovo, onde o seu avô ficou após a retirada das tropas napoleónicas, a 6 de Novembro de 1858, que nasceu Emmanuel Poiré, que viria a tornar-se famoso sob o pseudónimo de Caran d’Ache, criado a partir da palavra russa “karadash” (lápis) proveniente no termo turca “kara dash” (pedra negra). Foi com ele que, a partir de 1880, assinou em diversos jornais (alguns editados por si), com traço expressivo e pormenorizado, inúmeros desenhos humorísticos e caricaturas que o tornaram um dos mais apreciados artistas gráficos do seu tempo. Entre eles é especialmente famoso o seu “Diner de famille” (1898), que ilustrava a profunda divisão que o Caso Dreyfus provocou na sociedade francesa, bem como a série dedicada ao tema militar que ele bem conhecia, por ter ingressado no exército francês para adquirir esta nacionalidade.
Poiré foi também um dos precursores da banda desenhada, tendo publicado a sua primeira sequência gráfica narrativa (“Histoire de Marlborough“) em 1885. Nove anos depois, propunha ao jornal “Le Fígaro” a realização de um “romance desenhado”, mudo, “para ser acessível a todos” intitulado “Maestro”. A sua carta ficaria sem resposta, o que o impediu de concretizar, quase um século antes, um dos géneros aos quadradinhos mais em voga nos nossos dias. Até nós chegaram 120 páginas dessa obra, impressas em 1999, pelo Centro Nacional de Banda Desenhada e da Imagem, de Angoulême, tendo sido descobertos, dois anos depois, quatro cadernos com desenhos preparatórios, planificações das pranchas e a sinopse da história, que permitiram conhecer a técnica que o autor utilizava.
Caran D’Ache faleceu em Paris, a 26 de Fevereiro de 1909.


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“O mais importante da Turma da Mônica são os valores que transmite”

Chama-se Maurício de Sousa, nasceu há 73 anos no Brasil, completa 50 de carreira em 2009 e demonstra uma enorme vitalidade, notória nos muitos projectos que continua a desenvolver e a abraçar.
O principal, no momento, é a Campanha Educacional na China com a Turma da Mônica, “via Internet, desenvolvida a convite do governo chinês”, como faz questão de frisar. E entusiasma-se: “Imagine a oportunidade que temos de inculcar os nossos valores em 180 milhões de crianças daquela que vai ser em breve a nação mais poderosa do mundo!”.
Aliás, após meio século de “quadrinhos”, se mudaram “a linguagem e as ferramentas”, se há actualizações “devidas aos progressos tecnológicos”, se há “novas temáticas como a ecologia ou o respeito pela diferença”, algo permanece inalterado na Turma: “os valores que queremos transmitir: amizade, solidariedade, superação”.
Valores também presentes na Turma da Mónica Jovem, “o filho que de momento me exige mais cuidado, pois finalmente deixou o meu colo e está à vista de todos”, diz com um brilhozinho nos olhos que surge quando fala nos seus “rebentos”. Desenhado por si – “faço sempre o primeiro esboço de novas personagens” – com a ajuda “imprescindível da minha esposa, Alice Takeda, que faz rostos melhor do que eu e domina o que diz respeito a moda e vestuário”, é “uma versão adolescente em estilo manga dos heróis tradicionais”, com a narrativa dividida entre acção e fantasia, “de acordo com os gostos adolescentes” e o quotidiano dos protagonistas, o “que nos vai permitir abordar temas importantes para os jovens como acne, namoro, sexo seguro, gravidez indesejada ou incorporação no exército”, e que os portugueses conhecerão dentro de três meses. E se não vê problema “nas poses sensuais de Mônica e Magali ou em piadas com duplo sentido”, obrigou a “oito versões da capa do nº 4, em que a Mônica beija o Cebola” – e recusa mostrar “o Cascão na banheira, apesar de ele agora já tomar banho”. Porque a última palavra continua a ser sua, pelo que revê “1000 páginas de BD por mês” e todos os contratos passam por si.
Vocacionada para adolescentes, a “Turma da Mônica Jovem” é também lida “por adultos que querem ver como cresceram os heróis de infância e por crianças que querem saber como serão um dia”, o que fez dela um “sucesso, que nunca esperamos, embora sabendo que o trabalho bem feito geralmente gera bons resultados”, com a tiragem inicial de 50 mil exemplares quintuplicada após apenas 3 números, com o interesse da Cartoon Network na sua difusão mundial em desenhos animados e inúmeras solicitações para licenciamentos.
Afável, vibra com outros temas como a “nova série de animação computorizada”, o sucesso internacional da revista “Ronaldinho Gaúcho”, a possibilidade de concretizar “em breve dois parques temáticos em shoppings de Lisboa e Porto”, o desejo de ter ”dois dias de calma para criar as bases” duma versão do Homem-Aranha já anunciada ou a possibilidade do seu “Pelezinho se tornar na mascote da selecção brasileira de futebol”.
E, demonstrando uma enorme vitalidade, encontra tempo para “conversar regularmente com os fãs nos fóruns da internet”, de forma a “garantir a interacção com o leitor”, por isso os seus quadradinhos vendem 2 milhões de exemplares mensais no Brasil e são traduzidos em 30 línguas, contrariando os sinais de crise e de dificuldade de renovação de leitores da BD dita popular. Porque, conclui Maurício de Sousa”, “prefiro errar ao tentar fazer algo novo, do que acertar em algo já experimentado”.

António Alfacinha e o Acordo Ortográfico

Estreado em Julho de 2007, na revista “Cebolinha” #7, o “miúdo luso” da Turma da Mónica “tem andado algo fugido”, confessa o seu pai, apesar de aparições fugazes em duas histórias “que ainda não chegaram a Portugal”. Mas promete para breve ”uma história em quadrinhos protagonizada por ele”, bem como um papel fundamental na revista “Turma da Mónica – Saiba Mais #16 – Reforma ortográfica” (que deverá chegar às bancas portuguesas em Junho de 2009), no qual Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e o António Alfacinha dão a “conhecer as mudanças que aproximam todos os países que falam a língua portuguesa”.


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“Obrigada, patrão”, de Rui Lacas, Melhor Álbum Português de 2008

Foram divulgados ontem no 19º Festival Internacional de BD da Amadora, que decorre até ao próximo domingo, no Fórum Luís de Camões, os vencedores dos Prémios Nacionais de BD 2008.
O grande vencedor foi Rui Lacas que, com “Obrigada, patrão” (Edições ASA), conquistou os troféus para Melhor Álbum Português e Melhor Argumento Português. O livro, lançado originalmente no mercado francófono pelas Éditions Pacquet, já havia sido distinguido em 2007 como Melhor Álbum Português em Língua Estrangeira.
O prémio para Melhor Desenho Português contemplou António Jorge Gonçalves, pelo seu trabalho em “Rei” (Edições ASA), enquanto “Madalena Matoso” era distinguida com o prémio Melhor Ilustração para Livro Infantil por “O meu vizinho é um cão” (Planeta Tangerina).
“Muchacho,Tomo 2”(Edições ASA), de Lepage, foi considerado o Melhor Álbum de Autor Estrangeiro, “Zits – Amuado, Aluado, Tatuado” (Gradiva), de Jerry Scott e Jim Borgman, recebeu a distinção para Melhor Álbum de Tiras Humorísticas, e o diptíco “Blueberry: A Mina do alemão perdido”/”O Espectro das balas de Ouro” (Edições ASA/Público), de Charlier e Giraud, foi escolhido como Clássico da 9ª Arte.
“Venham + 5 nº5” (Bedeteca de Beja) recebeu o prémio para Melhor Fanzine, o Prémio Juventude (atribuído por uma turma de Artes de uma escola da Amadora) distinguiu “Wanya, Escala em Orongo” (Gradiva), de Nelson Dias e Augusto Mota, e a Câmara Municipal da Amadora atribuiu o Troféu de Honra a Victor Mesquita.


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Star Wars em destaque no Festival de BD da Amadora

A epopeia Star Wars é o grande destaque deste fim-de-semana no 19º Festival Internacional de BD da Amadora, a decorrer no Fórum Luís de Camões, na Brandoa, até dia 9 de Novembro, subordinado à temática Tecnologia e Ficção-científica, revisitado sob as mais diversas formas e estilos através de pranchas originais de BD, dos anos 30 até à actualidade, enquadradas por uma espectacular concepção cénica do espaço.
Para além de uma mostra de objectos de colecção relacionados com a saga imaginada por Georges Lucas e desenvolvida também em dezenas de títulos aos quadradinhos, hoje e amanhã estará presente no FIBDA o actor Richard LeParmentier, que desempenhou o papel de “Admiral Motti”, o único personagem da Trilogia Original a afrontar Darth Vader, no filme “Episódio IV, Uma Nova Esperança”. Primeiro intérprete da saga a vir a Portugal, LeParmentier dará autógrafos e participará numa sessão de perguntas e respostas. A exibição do fan film “The Force Among Us”, as palestras “Imperial Illustrated Lecture” e “A Mitologia em Star Wars”, e workshops de construções em papel, organizadas pelo Star Wars Clube Portugal, são outros aspectos da programação relacionados com esta temática.
Hoje a amanhã, para autógrafos e conferências, estarão também presentes Maurício de Sousa (criador da Turma da Mónica), Ian Gibson (“Judge Dredd”), Rufus Dayglo (“Tank Girl”), Mathieu Sapin (“Sardine de l’Espace”) Zoran Janjetov (“Après l’Incal”) e Julio Ribera (“O Vagabundo dos Limbos”), bem como os portugueses José Ruy, Jorge Mateus, José Carlos Fernandes, Luís Henriques ou João Mascarenhas. Este último lançará o seu mais recente álbum “O Menino Triste – A Essência” (Qual Albatroz), que autografará com uma tinta especial, preparada com o seu próprio ADN.


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Nova BD traz Hellboy a Tavira

Chega hoje às lojas especializadas norte-americanas (e daqui a uns dias às portuguesas) a nova aventura aos quadradinhos de Hellboy intitulada “In The Chapel of Moloch”. História completa com 32 páginas, tem como principal atractivo o facto de o seu criador, Mike Mignola, assinar, para além do argumento, também os desenhos, o que não acontecia desde 2005 devido a algumas dificuldades pessoais e também por causa ao seu envolvimento nas adaptações cinematográficas do herói, que já deram origem a dois filmes realizados por Guillermo Del Toro.
Para os leitores portugueses, a obra tem um atractivo extra, pois logo na primeira das três pranchas já divulgadas, um balão de texto situa a acção em 1992, em Tavira, no sul de Portugal. Isto apesar de o resumo na página da editora Dark Horse, assegurar que nesta história “Hellboy investiga uma antiga capela na Europa oriental”, o que não abona muito a favor dos conhecimentos geográficos do autor do texto de apresentação …
Na continuação da BD, após uma caminhada por ruas estreitas, Hellboy e o seu acompanhante chegam a uma capela – que parece inspirada na Capela de S. Sebastião – onde este o informa que ela foi alugada por um pintor para terminar obras para uma exposição numa galeria inglesa. Só que a atmosfera da capela – utilizada como estúdio, iluminada apenas por velas – ou algo mais, transformou o pintor num autêntico farrapo humano o que tornou necessária a intervenção de Hellboy.
Criado por Mignola em 1993, Hellboy é um demónio invocado por elementos do Terceiro Reich numa tentativa de virar a história da Segunda Guerra Mundial, mas que acaba por se tornar um inimigo feroz das forças do mal, assumam elas o visual de vampiros, fantasmas, monstros, deuses ou os próprios nazis. Cinco das compilações com as suas aventuras em BD já foram publicadas em Portugal pela Devir e a GFloy Studio, não havendo ainda previsão de quando chegará ao nosso país esta nova aventura.


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O futuro aos quadradinhos no Festival de BD da Amadora

Certame abre com Tecnologia e Ficção-científica como tema; pela primeira vez originais de Tex são expostos fora de Itália; Liberatore, Pat Mills, Kevin O’Neill, Dave McKean entre os convidados deste fim-de-semana

Começa hoje o 19º Festival Internacional de banda desenhada da Amadora, que vai decorrer até 9 de Novembro, no Fórum Luís de Camões, na Brandoa.
É lá que está patente o núcleo principal do festival, “Tecnologia e Ficção-científica”, que apresenta a evolução gráfica e temática da própria BD através da forma como tem abordado este tema, revisitando visões clássicas e modernas de desenhadores, argumentistas e revistas, através da obra de Alex Raymond, Christin e Meziéres, Esteban Maroto, Leo, Oesterheld, Breccia, Jodorowsky, Juan Gimenez, Janjetov, Moebius, Druillet, Pat Mills ou Kevin O’Neil. Uma panorâmica do tema na BD portuguesa (de Jayme Cortez, Fernando Bento e Vitor Péon, a Fernando Relvas, Vitor Mesquita e Luís Louro), uma colecção de objectos relacionados com a saga Star Wars e uma mostra colectiva de BD chinesa, são outras faces da forma como a 9ª arte tem mostrado o futuro (nalguns casos já presente ou mesmo passado) aos quadradinhos.
Fora desta temática, a par das exposições dedicadas aos Prémios Nacionais de BD 2007 (entre as quais “Tratado de Umbografia”, de Luís Henriques e José Carlos Fernandes, “Alguns meses em Amélie”, de Jean-Claude Denis, “Merci Patron”, de Rui Lacas, e “A trágica comédia ou cómica tragédia de Mr. Punch”, de Neil Gaiman e Dave McKean), destaque para duas exposições: “60 anos de Tex”, que apresenta pela primeira vez fora de Itália pranchas originais do famoso ranger dos fumetti (BD italiana), assinadas por Fabio Civitelli, autor da história colorida que assinalou a efeméride, Giovanni Ticci, Alfonso Font, Ernesto Garcia Seijas ou Marco Bianchini, e a retrospectiva de Liberatore, que visita o FIBDA este fim-de-semana, que ilustra o seu percurso do punk-futurista Ranxerox, a Lucy, uma mulher pré-histórica tratada com um soberbo desenho ultra-realista.
Para sessões de autógrafos e conversas, sábado e domingo o FIBDA acolherá igualmente Pat Mills, Kevin O’Neill, Dave McKean, Esteban Maroto, Li Hong, João Mascarenhas, José Carlos Fernandes ou Luís Henriques, merecendo destaque o lançamento de“Histórias do Lápis Mágico” (Viarco), de Rui Sousa, e “Camões, De vós não conhecido nem sonhado” (Plátano), de Jorge Miguel, bem como os workshops com Tara McPherson (autora de capas para Depeche Mode e Duran Duran) e de Construções em Papel Star Wars.


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Feliz schtroumpf!

Os anõezinhos azuis de Peyo nasceram há 50 anos; Novos álbuns, selos, uma moeda e exposição assinalam a data

Comemora-se hoje meio século da criação dos Schtroumpfs, os pequenos anõezinhos azuis que schtroumpfam schtroumpf, ou seja, falam schtroumpf.
O seu criador foi o belga Peyo (1928-1992), que os estreou a 23 de Outubro de 1958, na revista “Spirou” #1071, como coadjuvantes anónimos num episódio de Johan et Pirlouit, mas só no ano seguinte seriam protagonistas de uma BD.
Existem mais de cem schtroumpfs (estrumpfes em Portugal, estrunfes no Brasil, pitufos em espanhol ou smurfs em língua inglesa), do Grande Schtroumpf à bela Schtroumpfette (a única representante do sexo feminino), passando pelo músico, o carteiro ou o inventor, o vaidoso ou o resmungão, todos representando actividades ou emoções bem humanas, que despoletam aventuras em que enfrentam o feiticeiro Gasganete e o seu gato Azrael.
As comemorações começaram logo em Janeiro, quando deixaram a sua pequena aldeia com casas em forma de cogumelo, para invadirem Angoulême que acordou com 5000 schtroumpfs brancos de tamanho real (a altura de três maçãs!) nos lugares mais improváveis, não à procura de salsaparrilha, o seu alimento favorito, mas para serem descobertos e decorados. A invasão repetiu-se em mais 15 cidades europeias, onde uma personalidade local, como a família Beneton ou Uderzo, pintou um schtroumpf gigante, que será hoje leiloado a favor da UNICEF.
Adaptados em desenho animado logo em 1959, os Schtroumpfs conheceram o sucesso mundial com a versão televisiva da Hanna-Barbera, nos anos 80, estando em preparação uma trilogia cinematográfica com actores e animação 3D.
Na Bélgica a efeméride é assinalada com a edição pela Lombard de dois álbuns originais e uma colecção de pequeno formato, por uma moeda de 5 euros e duas emissões filatélicas, e o Centro Belga de BD, em Bruxelas, tem patente até 16 de Novembro uma exposição sobre Peyo e a sua obra.


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