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Actor de Star Wars no Festival de BD da Amadora

Richard LeParmentier, que desempenhou o papel de “Admiral Motti”, o único personagem da Trilogia Original a afrontar Darth Vader, no filme “Episódio IV – Uma Nova Esperança”, estará no Festival de BD da Amadora, nos dias 1 e 2 de Novembro. O programa, subordinado ao tema “Tecnologia e Ficção-científica”, inclui uma mostra de objectos da saga Star Wars, complementada com palestras, workshops e filmes.


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F. Cleto e Pina

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“É visível o prazer que tive em desenhá-lo”

Afirma Colin Wilson, desenhador de Major Alvega, que hoje regressa às livrarias portuguesas, e também de Blueberry e Tex; “É mais fácil desenhar aviões do que cavalos”, revela o autor; História comemorativa dos 50 anos do herói chega com dois anos de atraso

Começa hoje a ser distribuído nas livrarias portuguesas o livro “Battler Britton /Major Alvega” (BDMania), que há dois anos assinalou os 50 anos da criação daquele que foi, possivelmente, o mais popular herói dos quadradinhos da Segunda Grande Guerra em Portugal, apesar da sua origem inglesa (ver caixa).
Esta nova aventura, decorre em Outubro de 1942, numa altura em que os alemães pareciam imparáveis nos seus avanços. Neste contexto, o ás da aviação da RAF (Royal Air Force, a Força Aérea britânica), é enviado para uma base americana no Norte de África, para preparar um ataque conjunto às forças de Hitler, tendo que enfrentar, para além dos perigos habituais, a zombaria dos pilotos americanos.
Originalmente editada pela Wildstorm, um dos selos da DC Comics, como uma mini-série de cinco números, tem capas de Garry Leach e a assinatura do britânico Garth Ennis, reputado argumentista de “Preacher”, “Hitman” ou “Judge Dread”, e do neo-zelandês Colin Wilson, que os portugueses conhecem como desenhador de “A Juventude de Blueberry” e de “O último rebelde”, um Tex gigante da Mythos.
Sobre este trabalho o artista, de 58 anos, afirmou ao JN ser “muito diferente dos meus westerns”, esperando que “tal como Blueberry e Tex, seja uma boa aventura, que por acaso decorre durante a Segunda Guerra Mundial”. Tendo dificuldades em comparar “o trabalho envolvido nestes dois géneros”, reconhece que continua a “achar muito mais fácil desenhar aviões do que cavalos”!
O trabalho nesta mini-série permitiu-lhe o reencontro com um dos heróis da sua juventude, já que era “um grande fã dos pequenos formatos sobre a Segunda Guerra Mundial, publicados na Grã-Bretanha pela Fleetway, em especial das histórias com aviões, muitas delas de Battler Britton”. Entre elas destaca as “desenhadas pelo britânico Ian Kennedy”, por isso, “imediatamente aceitei desenhar a história e senti-me honrado por seguir as pisadas deste grande artista” que, soube mais tarde, “tinha sido a primeira escolha para desenhar o regresso de Battler, tendo recusado por estar retirado“. E revela “quando o Garth Ennis e eu discutimos o projecto, concordámos logo em torná-lo uma homenagem à sua maravilhosa arte”.
Não se reconhecendo no herói – “Battler é íntegro, indomável e invencível, portanto impossível de tomar como modelo” – afirma que “o maior desafio desta BD foi representar os aspectos técnicos de uma forma visualmente convincente e correcta. Especialmente os voos dos aviões, algo que eu já desejava há anos. Felizmente o Garth é especialista na matéria e ajudou-me muito nos detalhes de uniformes, equipamentos e aviões. Acho que é visível no resultado final o prazer que tive no seu desenho”.
Em relação ao original, criado há mais de meio século, Wilson acredita que “a grande diferença é que o Garth e eu pudemos trabalhá-lo juntos. Nos anos 50 e 60, na Fleetway, em que os autores nem sequer eram creditados, duvido que alguns autores sequer se conhecessem. Eu e o Garth pudemos sentar-nos e conversar demoradamente sobre a aproximação que queríamos fazer ao herói. Acho que essa consistência se nota na história”.
História que foi “bastante bem recebida pelos leitores; fiquei surpreendido como tantos ainda recordavam e gostavam das histórias originais”.

[Caixa]

Inglês ou português?

Criado em 1956, na revista Sun, por Mike Butterworth (argumento) e Geoff Campion (desenho), como “Battler Britton – England’s Fighting Ace of Land, Sea and Air”, o ás da aviação inglesa, que foi também desenhado por Pratt, Ortiz, Battaglia ou Gino D’Antonnio, para a Fleetway, chegaria a Portugal no início dos anos 60, nas minúsculas páginas de “O Falcão”. Por “indicação da censura”, foi rebaptizado por Mário do Rosário, director da revista, e por Anthímio de Azevedo, o tradutor, passando a chamar-se Jaime Eduardo de Cook e Alvega, com pai ribatejano, mãe inglesa, estudos em Coimbra e patente de major em vez do original tenente-coronel!
Era a forma do Estado Novo criar bons exemplos “bem portugueses”, que também mudou o nome a outros heróis dos quadradinhos: Rip Kirby foi Rúben Quirino, Flash Gordon, Capitão Raio ou Relâmpago, o pugilista Big Ben Bolt tornou-se o campeão luso Luís Euripo e o ás do volante Michel Vaillant chamou-se Miguel Gusmão. E que também retocou decotes e saias curtas – ou simplesmente os escondeu com borrões de tinta – e apagou muitas armas, deixando heróis e bandidos a disparar com os dedos!


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Piratas urbanos

Série do autor brasileiro Laerte nasceu na revista “Chiclete com banana”

1985, um Brasil recém-saído da ditadura, descobria nas bancas a Chiclete com Banana, uma revista de BD “underground” a resvalar para o anarquismo.
Nela, Angeli, o seu criador, depois com Laerte, Glauco ou Luís Gê, traçava um retrato cínico e mordaz das misérias do país, visto através das suas franjas mais marginais. A publicação tornou-se um marco, vendeu três milhões de exemplares numa década, teve até uma versão para Portugal (onde agora há nas livrarias pacotes com a “Edição definitiva para coleccionadores”) e lá nasceram anti-heróis como Rê Bordosa, os Skrotinhos, Bob Cuspe ou os invulgares Piratas do Tietê.
As aventuras destes últimos, traçadas por Laerte com detalhe e pormenores deliciosos, num preto e branco contrastante muito bem trabalhado, e dotadas de uma planificação multifacetada que lhes transmite uma grande dinâmica e ritmo, desenvolvem-se ao longo do rio Tietê, que atravessa a cidade de São Paulo. Recheadas de acção e nonsense, partem dele para as mais diversas paródias ou para libelos anti-economistas, anti-ecologistas ou anti-outra-coisa-qualquer, com base na estranha combinação dos estereótipos das narrativas de corsários com uma crítica exacerbada da actualidade brasileira, utilizando com frequência citações da literatura (Pessoa é protagonista involuntário de uma BD), cinema, pintura ou mesmo banda desenhada.
Agora, foram compiladas numa edição de luxo em três volumes, que incluem notas biográficas e comentários do autor, que enquadram melhor e possibilitam um outro nível de leitura de cada narrativa.

[Caixa]




Bisneto de português


Piratas do Tietê – A saga completa – Livro 1
Laerte
Devir Livraria

Nascido a 10 de Junho de 1951, foi registado como Laerte Coutinho, tendo, como tantos brasileiros, raízes portuguesas, no caso um bisavô de Ponte de Lima.
Estudou comunicação, jornalismo, arte e música, sem concluir nenhum curso. Publicou os primeiros cartoons em 1972, passou por títulos como Chiclete com Banana, Circo, Veja ou Folha de São Paulo (onde trabalha actualmente), criando os Piratas do Tietê, Gato e Gata, Fagundes, Condomínio, Overman ou Los Tres Amigos, e juntando à sua faceta gráfica também argumentos para televisão e teatro.


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Banda Desenhada evoca Jacques Brel

Para assinalar os 30 anos do desaparecimento de Jacques Brel, no próximo dia 9 de Outubro, a editora belga Petit à Petit acaba de editar “Chansons de Jacques Brel en BD”, “uma homenagem a um artista incontornável”. Nele, jovens argumentistas e desenhadores da banda desenhada francófona – David Signoret, Antoine Ronzon, Kevin Henry, Julien Lamanda, Olivier Martin, Benoît Frébourg, Heidi Jacquemoud, Marie Terray, Kevin Henry, Christine Circosta, Nathalie Bodin e Olivier Desvaux – evocam, aos quadradinhos, onze dos temas que o cantor belga imortalizou, entre os quais “Ne me quitte pas”, “Les Bourgeois”, “Au suivant” ou “Mathilde”. Com diferentes estilos e abordagens estas (re)leituras das canções, que mantêm o texto integral dos temas, totalizam 96 páginas, a cores, de pequeno formato (15 x 21 cm).
As canções de Jacques Brel (1929-1978), que deixou 16 álbuns gravados, já tinham sido alvo de outras adaptações semelhantes, a primeira das quais quatro álbuns da Brain Factory, nascidos de uma homenagem organizada por uma galeria de Bruxelas, em 1987, que incluíam ilustrações de alguns dos maiores nomes da banda desenhada, como Rosinski, Tibet, Peyo ou Will. Em 1997 a editora Vents d’Ouest editou também um álbum colectivo e em 2003 foi o Centro Belga de BD que organizou uma exposição dedicada ao cantor.
No entanto, a sua relação com a BD começara antes, em 1969, quando dois temas inéditos da sua autoria – La Chanson de Zorino e Ode à la nuit – foram incluídos na banda sonora da versão animada de “Tintin e o Templo do Sol”.


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19º Festival de BD da Amadora sob o signo da Ficção-científica e Tecnologia

Fórum Luís de Camões acolhe evento a partir de 24 de Outubro; Flash Gordon, Valérian, Blake e Mortimer, Tex e Star Wars no programa

O Fórum Luís de Camões, na Brandoa, vai receber pelo terceiro ano consecutivo o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA), cuja 19ª edição terá lugar de 24 de Outubro a 9 de Novembro. É a continuidade num espaço amplo e dotado das infra-estruturas necessárias ao festival, aprovado por todos e que fez esquecer a Fábrica da Cultura onde o FIBDA conheceu os seus melhores momentos e se afirmou como um evento de referência.
Do programa, que será divulgado oficialmente hoje à tarde, o principal destaque vai para a exposição central subordinada ao tema “Ficção-científica e Tecnologia”, montada na óptica de mostrar a evolução gráfica e narrativa da própria BD através da forma como ela o tem abordado. Para isso, serão apresentados, de forma contrastante, exemplos clássicos e modernos do género. Em termos de personagens, este “confronto” far-se-á entre o tom aventuroso do Flash Gordon, de Alex Raymond, e os relatos iniciáticos de Valérian, de Christin e Mezières. No que respeita aos autores, a abordagem clássica está representada por Esteban Maroto e Hector Oesterheld (através das pranchas de Alberto Breccia, Oswal e Solano Lopez), cabendo a Leo e Alejandro Jodorowsky (argumentista de Juan Gimenez, Das Pastoras ou Janjetov) o olhar mais recente. Duas publicações de referência, a francesa “Metal Hurlant” e a britânica “2000 AD”, integrarão outro núcleo desta mostra, sendo o último dedicado à ficção-científica na BD portuguesa, em obras de Jayme Cortez, Vitor Péon, Fernando Relvas, Vítor Mesquita, Augusto Mota e Nelson Dias ou Luís Louro.
Após visitar a mostra sobre os Prémios Nacionais de BD 2007 (Luís Henriques e José Carlos Fernandes, Jean-Claude Denis, Nuno Markl, Rui Lacas, Neil Gaiman e Dave McKean) e os trabalhos concorrentes ao 19º Concurso de BD, igualmente no Piso 0 do Fórum Luís de Camões, adequadamente rebaptizado de Astroporto, os visitantes poderão descer até à Nave Cósmica (piso -1) para uma viagem por universos fantásticos – e em alguns casos menos conhecidos – da 9ª arte. Viagem que passa, entre outras propostas, pelas obras de Liberatore (de “Ranxerox” a “Lucy”), Cyril Pedrosa (“Três sombras”), Tara McPherson (ilustradora e designer da nova vaga nova-iorquina), pela BD que vem da China ou por mundos populares como o Oeste selvagem de Tex Willer, a distante galáxia de Star Wars ou a selecta sociedade britânica dos anos 50 onde evoluem Blake e Mortimer, revistos por Yves Sente e André Juillard.

[Caixas]

BD Chinesa

Parceria com o National Center for Developing Animation Cartoon and Game Industry, que levou obras nacionais a Xangai, em Junho, traz ao FIBDA a BD de ficção-científica de Yu Lu e Hong Lee.

60 anos de Tex

Originais do álbum comemorativo do aniversário, de Cláudio Nizzi e Fábio Civitelli, assinalam esta efeméride do mais duradouro western da BD.

Homenagens

A José Ruy (no CNBDI), José Garcês (Galeria Municipal Artur Bial) e de artistas gráficos portugueses a João Abel Manta (Fórum Luís de Camões).

Autores convidados

Yu Lu, Liberatore, Dave McKean, Pat Mills, Tara McPherson, Esteban Maroto (25 e 26/10), Maurício de Sousa, Janjetov, Ian Gibson, Carlos Portela (1 e 2/11), Cyril Pedrosa, Mathieu Sapin, J.-C. Denis

Lançamentos

Kingpin Comics: “A Fórmula da Felicidade #1 (de 2)”, de Nuno Duarte, Osvaldo Medina e Ana Freitas
Pedranocharco: “Bang Bang #2”, de Hugo Teixeira, “BDJornal” #23 e #24, “Moda Foca #1”
Polvo: “Três Sombras”, de Cyril Pedrosa
Tinta da China: “Terra Incógnita – A Metrópole Feérica”, de José Carlos Fernandes e Luís Henriques
Tugaland: “BD Fado”, por Nuno Saraiva, BD Rock-Pop Português, por Alex Gozblau, e BD Música Clássica, por Jorge Mateus


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BD sobre a PIDE premiada em Itália

“Sonno Elefante – I muri hano orecchie”, romance gráfico de Giorgio Fratini centrada no edifício da Rua António Maria Cardoso, que serviu de sede à PIDE, foi escolhido como o Melhor Livro Italiano pelo Festival de BD de Roma – Romics 2008.
O júri partiu de uma lista que incluía cinquenta dos melhores títulos de banda desenhada editados em Itália, tendo distinguido igualmente grandes nomes dos quadradinhos como o japonês Jiro Taniguchi (Grande Prémio Romics 2008), os norte-americanos Alan Moore, Melinda Gebbie e Howard Chaykin ou o italiano Vittorio Giardino.
Editado em Portugal pela Campo das Letras com o título “As paredes têm ouvidos – Sonno Elefante”, para assinalar o 34º aniversário da Revolução dos Cravos, segue os destinos de cinco amigos, a dois tempos, nos últimos anos da ditadura, na Lisboa de 1970, e na actualidade, em 2006, mostrando como a actuação dos agentes da PIDE naquele edifício marcou a vida de muitos portugueses.
O ponto de partida para a obra, que o autor definiu ao JN como “uma metáfora sobre a perda da memória de um lugar”, foi a descoberta de que a antiga sede da PIDE, estava a ser remodelada para dar lugar a um conjunto de apartamentos de luxo e lojas.


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BD romântica para elas

Dramacon #1 (de 3)
Svetlana Chmakova (argumento e desenho)
Edições ASA

Crónica irrequieta de paixões adolescentes, decorre numa convenção de manga e anime, onde Christie, uma argumentista, vai pela primeira vez, em companhia do seu namorado e desenhador, Derek, com quem termina a sua relação de sentido único, quando conhece Matt.
Mostrando como elas e eles vivem de forma diferente os seus amores, a autora surpreende pelo realismo com que expõe relacionamentos e reacções emocionais, acentuando esse retrato realista, por paradoxal que pareça, pelo uso recorrente de representações mais caricaturais das personagens, de acordo com os seus estados de espírito, o que também contribui para dotar a obra de um ritmo vivo e lhe confere um agradável tom de comédia romântica.


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Gandhi, Einstein e Marie Curie em manga educativo

Colecção da Bertrand divulga personalidades notáveis da História junto dos mais novos; ASA apresenta novas colecções de manga hoje em festa no Porto

Após algumas tentativas para impor os manga (BD japonesa) no mercado português, cujos resultados ficaram sempre aquém do esperado – nos mercados francês, espanhol, alemão ou norte-americano, a sua implantação ronda os 40 % -, estão neste momento nas livrarias seis títulos neste estilo, preferido pelas novas gerações que cresceram com os desenhos animados japoneses (anime), os videojogos e a Internet e que lêem manga em inglês.
A Bertrand centra a sua aposta nas crianças, propondo três volumes coloridos da colecção Grandes Figuras da História, uma produção do estúdio Ykids, da YoungJin Singapore. Dedicados a Albert Einstein, Ghandi e Marie Curie, destacam não só os factos fundamentais da biografia de cada um, mas também episódios curiosos, menos conhecidos, das suas carreiras, equilibrando o tom informativo com as características próprias da ficção, constituindo uma abordagem divertida e visualmente estimulante à descoberta das vidas inspiradoras de algumas personalidades da História. Cada volume destes manga educativos, com cerca de centena e meia de páginas, é complementado com notas de leitura para pais e professores, e com uma cronologia da época em que os biografados viveram, havendo um guia mais completo para download no site da Ykids.
Nele estão também referenciadas outras obras no mesmo estilo, nomeadamente as biografias de Nelson Mandela, Madre Teresa de Calcutá e Leonardo Da Vinci, adaptações de lendas greco-romanas e de clássicos da literatura como “Mulherzinhas”, “A Ilha do Tesouro” ou “As Viagens de Gulliver”, bem como livros de introdução à Matemática, à História e à Leitura.

Festa Manga no Porto

Entretanto, hoje, no Porto, na Livraria Central Comics (R. do Bonjardim, 594), as Edições ASA promovem uma festa de apresentação dos seus títulos manga, oriundos do catálogo da norte-americana Tokyopop, com a presença de Maria José Pereira, responsável editorial do departamento de BD. Trata-se das trilogias “Warcraft”, baseada no jogo com o mesmo título, “Dramacon”, uma comédia romântica que decorre numa convenção de manga e anime, e “A princesa Pêssego”, a história de uma menina e do seu animal de estimação, um furão. Estes dois últimos têm a particularidade de se destinarem ao público feminino, adolescente, quase sempre esquecido pela banda desenhada ocidental, mas sempre contemplado pela produção nipónica de BD. O primeiro volume de cada série, devendo os restantes chegar às livrarias em Outubro próximo e em Fevereiro de 2009.


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Raymond Macherot, o pai dos pequenos roedores da BD

Raymond Macherot faleceu ontem durante o sono. Espera-se que a sonhar com as suas criações, os pequenos roedores Chlorophylle (“Tintin”, 1954) e Sibyline (“Spirou”, 1965) com que deu largas à sua paixão pela natureza, em aventuras palpitantes e recheadas de humor, onde o bem vencia sempre, e as quais traçava um retrato impressivo do ser humano, ou com as investigações do fleumático detective inglês Clifton (“Tintin”, 1960).
Belga, nascido em 1924, parecia destinado à pintura ou ao jornalismo, mas problemas financeiras encaminharam-no para a 9ª arte, na qual realizou centenas de pranchas que deliciaram várias gerações, também em Portugal, onde se estreou nos anos 50, no “Cavaleiro Andante”, e, mais tarde, nas revistas “Tintin” e “Spirou”.


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Pedro Couceiro acelera aos quadradinhos

Hugo Jesus e Rui Ricardo preparam biografia do piloto em BD; Livro deverá ser editado em Novembro de 2009

A vida do piloto português Pedro Couceiro vai ser contada aos quadradinhos como forma de assinalar os seus 25 anos de carreira, recentemente comemorados. O objectivo da obra é dar a conhecer aos jovens um pouco da sua vida, mostrando que apesar de momentos de frustração e de incerteza foi possível realizar alguns dos seus sonhos de criança.
Esta será, aliás, a linha condutora da obra, como explicou o desportista: “Quando era mais pequeno quis ser futebolista, nadador, ginasta olímpico ou cantor, e foram os sucessos e insucessos das minhas escolhas que me foram fazendo crescer e acreditar em novas metas. Quando tive a possibilidade de ser piloto, foi a sonhar que fui criando novas oportunidades e acabei por chegar onde nunca tinha pensado”. E acrescenta: “na minha vida, os sonhos têm-se vindo a sobrepor uns aos outros e são eles que me fazem acreditar que de tudo somos capazes e que nunca devemos desistir”.
O projecto foi entregue a Hugo Jesus, responsável pelo argumento, sob a supervisão do próprio Couceiro, e a Rui Ricardo, que fará os desenhos, no seu regresso à BD depois de “Superfuzz” (Devir), uma série no mundo da música, originalmente publicada no semanário “Blitz”.
Ao JN, Jesus revelou que a biografia de Couceiro será desenvolvida num registo que combina factos reais com algum humor, aligeirando a carga inerente aqueles e tornando-a uma leitura mais atractiva e divertida.
O argumento já está parcialmente escrito e Rui Ricardo trabalha actualmente no grafismo e enquadramento a adoptar nas 48 pranchas do livro, que terá o formato tradicional franco-belga e deverá ser editado em Novembro de 2009.
Pedro Couceiro, nascido a 23 de Março de 1970 em Angola, actualmente embaixador da UNICEF, não é o primeiro piloto a passar da velocidade para os quadradinhos, pois o mesmo aconteceu, a outro nível, com Ayrton Senna, nas histórias infantis do “Senninha”, para não falar nos muitos pilotos reais (entre os quais o também português Pedro Lamy) que ao longo de décadas passaram pelas páginas de ficção de Michel Vaillant, o mais famoso piloto da BD, criado por Jean Graton em 1957.


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